DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

8/2/10

SONHO IMPOSSIVEL

Quem pode medir a dor de uma mãe que vê seu filho, que por ser filho já é amado, mas por ser brilhante é admirado, morrer jovem, de maneira injusta e violenta?

Assassinado por engano, aos 22 anos, dentro de sua propria casa. Ultimo ano na faculdade.

 

Quem pode medir e avaliar o tamanho dessa injustiça? E como fazer valer a justiça para o caso.

Devolver tudo no mesmo tamanho.

 Como?

Quando ALCIDES DO NASCIMENTO E LINS, entrou na Universidade Federal de Pernambuco, falei do assunto no blog, a alegria da mãe foi dado como exemplo real da tal FELICIDADE.

Uma história que me emocionou e me encantou. Gosto de histórias de superação.

A dele era uma das boas, das grandes.

Imagino os sonhos que ele e sua família sonharam.

Vi o reitor da Faculdade, com voz embargada, sinceramente emocionado, lamentando.

“Um aluno brilhante”, segundo ele.

Acreditar em quê, agora?

Destino? Fatalidade? Ou seria, como na tese da minha irmã Liliana, que diz, que pessoas tão especiais vão mais cedo?

Como a mãe vai superar a saudade, a frustação, a perda?

Como nós, de longe iremos entender?

Perguntas sem respostas.

Cada vez que vi a matéria sobre sua morte na TV, senti os olhos cheio de lágrimas.

Tive vontade de chorar. E caso fosse cantar, seria:

“Sonhar mais um sonho impossível

Lutar quando é fácil ceder

Vencer o inimigo invencível

Negar quando a regra é vender”.

 

 SOBRE A MESMA PESSOA MOMENTOS E SITUAÇÕES  DIFERENTES.

E ASSIM SEGUE A VIDA.

LEIA AQUI

criado por picida_ribeiro    20:13 — Arquivado em: relacionamentos

4/2/10

HOMENAGEM

Hoje seria aniversario da Tia Vera. Todos nós da família cumpriríamos o ritual de ligar para dar os parabéns.

 Minha mãe especialmente, que tem uma sobrinha que aniversaria no mesmo dia. Então, todo dia 04 de fevereiro para ela, era dia de compromisso: ligar para Kátia e para Tia Vera.

TIA VERA  TIA CLEIDE  UMA AMIGA  LILA, TIA LUCIA

Tia Vera tinha um espaço, uma importância muito grande na minha vida.

A pequena diferença de idade, que nos fez crescer e amadurecer ao mesmo tempo, uma convivência próxima a vida inteira.

Eu sinto muita saudade.

Não era para ter sido assim, não era para ter sido agora. Tão cedo.

Um exemplo de força, determinação, ética.

E apesar do temperamento as vezes meio complicado, sorriso fácil.

Tenho cada história que vivemos juntas, no coração e na mente.

Tenho saudades por tantas histórias que poderíamos ter vivido.

Lamento muito as histórias que não pudemos viver.

Lamento as histórias que não teremos para contar.

 

 

NO SEU ULTIMO ANIVERSARIO DEIXEI REGISTRADO NO BLOG O QUE SENTIA POR ELA.

ELA TEVE TEMPO DE LER. REFORÇO A IDEIA DE SEMPRE DIZERMOS O QUE SENTIMOS ENQUANTO É TEMPO

LEIA AQUI 

 

criado por picida_ribeiro    20:42 — Arquivado em: relacionamentos

25/1/10

EU NÃO SOU DAQUI…

 

Esse blog foi criado há 3 anos atrás, sem compromisso nenhum, só com o objetivo de retomar um hábito que mantive durante anos, de escrever um diário.
E essa sempre foi minha postura.
Escrevo no blog, de forma espontanea sobre o que me dá na telha. Coisas banais, coisas importantes, mas sempre muito pessoais. Escrevo como se nunca alguem fosse ler.
Andei tendo algumas surpresas.
A primeira delas foi quando do nada, meu blog ficou uma “temporada” como destaque no portal TERRA , o que foi um acontecimento interessante pois “conheci” blogueiros de primeira linha, alguns mantenho contato até hoje e tem valido muito a pena.
Tempos depois a surpresa do reencontro com amigos da cidade de Tabatinga, que não vejo desde minha adolescência, quase quarenta anos.
Recebi comentários no blog de um fã da antiga loja de discos Bossa Nova, que pertencia a meu irmão Pardal. Surpresa!!
E surpresa maior agora, ao saber que algumas pessoas de Ibitinga localizaram e leram meu blog.
Não algumas. Parece me que foram muitas.
Bem, espero não perder a essência da origem desse blog que é falar o que me der vontade sem policiamento algum.
Porque quando se trata de uma cidade pequena, nem sempre é possível manter naturalidade em situações assim.
Tenho falado aqui de coisas íntimas até, sempre com muita verdade e transparência.
Nem sempre vou agradar á todos, não quero nem devo me preocupar com isso.
Quero ser eu mesma, de verdade, narrando minha vida, minha história.
Como já disse outras vezes não tenho filhos para quem possa deixa-la
E falando de mim, da minha história, faço um novo registro, uma nova festa para o aniversário de S.Paulo.
Ir para São Paulo, viver por lá, foi o que de maior e melhor eu fiz por mim mesma.
Só quem cresceu no interior, em remotas eras, como é meu caso, quando nada era tão integrado como hoje, pode avaliar a transformação que sofri.
Há os que foram para SP, mas mantiveram pés e cabeça fincados em terra natal.
Acabaram voltando, com as mesmas idéias e perspectivas de quando foram… Acrescentaram tão pouco… Perderam tão boas chances, de ver que o mundo pode ser tão maior…
O que de melhor e maior que eu fiz por mim mesma, indo para SP foi ter aprendido que temos livre arbítrio nas proprias decisões, desde que respeitemos o espaço do outro.
Aprendi a não julgar ninguem e não me importar com julgamentos á meu respeito
Aprendi que não estou aqui para provar nada e sim para fazer o que posso fazer da melhor maneira.
Ir para SP livrou da certeza de uma mentalidade pequena e tacanha, onde TER ou PARECER TER vale mais que SER.
Lógico, que como tudo há as exceções. Há mentes privilegiadas que aprendem com o tempo, com a vida, com os livros.
Com informações, com inteligência e sensibilidade.
Pessoas que seriam especiais em qualquer lugar que vivessem.
Não sei se eu estaria incluída nessa nobre turma. Precisei viajar para conhecer, apanhar para aprender…
Para entender melhor meu deslumbramento com SP, links de posts sobre aniversários anteriores. 
 
 
 
criado por picida_ribeiro    10:07 — Arquivado em: relacionamentos

3/1/10

EMPRESÁRIO E HOMEM DO ANO

Empresário do ano ?

Ou seria o homem do ano ?

De uma dessas alternativas ele não escapa.

 
 
 ESSE É O CARA !!!!!
 
       ESSE É O CARA !!!!!
 
Falo do Rosalvo Neto, meu irmão.
Não vou me sentir tomada por qualquer tipo de constrangimento na linha”ah!mas irmã não vale…”
Vale sim. Quanto mais próxima, mais sabe do que está falando.
E também pela constatação que não é uma opinião só minha, ou da família.
È também, a opinião de homens de negócios, homens de visão, empreendedores da cidade, que continuam a parceria nos negocios, sem contaminação de questões pessoais.
E é com isenção total e convicção absoluta que o elejo, sem direito a votações HOMEM DO ANO.
Homem e empresário do ano, porque mais do que as conquista materiais, mais que a expansão nos negócios, manter se firme e forte, vale mais pontos nesse jogo.
E ele fez isso. Um tsunami (como ele mesmo diz) abalou sua vida, seus negócios, e depois da fase impactante da surpresa:”nossa, o que é isso, o que está acontecendo?” mostrou a sua força, retomou seus negócios e fez bons negócios. Surpreendentes bons negócios, eu diria.
E é só o começo. E é só o recomeço.
Com essa força e competência, tudo de melhor ainda está por vir, por acontecer.
O orgulho maior dos irmãos, não foi quando do nada, nada alem de seu trabalho, ele construiu uma empresa, fez grandes negócios.
O orgulho maior é sua força, sua luta.
A generosidade, bondade, em doses maciças e exageradas não combinava com mercado financeiro., assim como misturar amizades e negócios.
Não que tenha que ser um homem insensível, mas equilibrar as coisas.
Escolher as pessoas para conviver, reconhecer os verdadeiros amigos, isso é privilegio que a vida ensina e hoje ele sabe.
Não gastar o tempo com quem não vale a pena. Quer situação melhor?
Não gastar o tempo com quem não vê a vida como você, não tem seus valores, seus conhecimentos, informação e cultura.
Não que esses dados, tenham que ser iguais. È interessante e enriquecedor o debate de idéias, de valores e opiniões diferentes.
È não gastar o tempo, com quem NÃO TEM NENHUMA idéia, NENHUM conhecimento, NENHUMA informação, NENHUMA cultura.
Desfazer se de interesseiros, os tais ratos que abandonam o navio, assim que começa a afundar.
Navio, onde por anos navegaram em ondas mansas e lucrativas.
Eu vi seu crescimento profissional, e suas conquistas, e valorizo cada uma delas, porque foram conquistas muito pessoais. Não esqueço nossas origens e vejo até onde ele foi.
Sinto orgulho.
E é assim que tem que ser. Suas tias, sua mãe, seus irmãos, esposa e filhos, tem que ter orgulho grande e sincero por ele ser duas vezes vencedor.
Vencer uma única vez, já é para poucos, duas vezes o torna raro.
Porque permanecer no mercado, nas circunstancias, é uma vitória e das grandes.  
Continuar a ser um empregador justo, manter e desenvolver parcerias de negócios com empresários,  manter se provedor e sustentáculo moral e financeiro da família, o faz mais forte e maior.
È o que ele é: um executivo moderno, idéias e ações com inteligencia e agilidade, e agora mais que nunca bem assessorado e bem acompanhado, para enfrentar uma luta que continua, sem tréguas, mas com muitas perspectivas de vitórias.
Vitórias e conquistas que serão dele.
Hoje ele me disse que havia lido em algum lugar que na vida só há dois caminhos: você ser vitima ou herói de sua própria história.
Ele segue a passos largos para a segunda opção.
Ele será o herói de sua própria história. Com certeza.
 
                                                                             
 

 

criado por picida_ribeiro    17:17 — Arquivado em: relacionamentos — Tags:

2/1/10

ANO NOVO. DE NOVO.

 

Mais um réveillon vivido, mais histórias para contar.

Em todos os réveillons, ao desejar “feliz Ano Novo”, alem dos votos de felicidades, costumava dizer para o Decio: “ Que fiquemos  mais esse ano juntos”, acho que mais pensando na possibilidade de  morte que separação.

Em 2009, depois da derrapada, escapamos.

Ufa!

Estamos aqui. Mais um ano juntos.

Que tenhamos boas e novas histórias para contar, para viver.

O réveillon foi na casa de meu irmão Neto, enfeitada com bexigas branca e prata, velas e flores.

Comidinha boa, champanhe e musica.

Quase todo mundo de branco. Desde que engordei, aboli o branco de meu guarda roupa ( aumenta o volume), mas abri uma exceção nesse ano, deixei de lado o “pretinho básico” e pus branco e brilho.

Para um ano de paz.

Comi lentilhas e fiz promessas. Algumas novas, outras renovadas.

Energia, força, esperança.

Assim é que se faz, assim é que é, e assim que fica valendo.

Eu gosto disso. O que muda de verdade na fração de segundos que marca que um ano acabou, outro começou? Que muda no espocar de champanhe, nas cores dos fogos de artifício, “adeus ano velho, feliz ano novo"?

Parece que não muda nada. Dia seguinte, só é feriado, e mais um dia de sua mesma vida.

Mas há mudanças sim. Naquele momento, naquele exato segundo, mudamos nós.

Mudamos planos, sonhos, desejos, reafirmamos alguns. Nos reenergizamos.

Reciclamos. E a sensação de recomeço é vital. Tente imaginar tudo, sem ano novo.

Sem você poder dizer ”ano que vem eu vou…”

Agora é respirar fundo e viver com intensidade a boa sensação de recomeço.

Nós aqui. Tudo novo. DE NOVO.

 

 

 

VEJAM QUE GRACINHA (INDICAÇÃO DE LUCY IN SKY DOS MEUS FAVORITOS)

FELIZ 2010 A TODOS

 


 

 

 

 

 

 

criado por picida_ribeiro    10:52 — Arquivado em: relacionamentos

26/12/09

BOM NATAL

 Na vespera de natal, comecei o dia fazendo “boa ação”.

Imbuída do maior e melhor espírito natalino, fui com minha mãe ao centro da cidade, passear pelas lojas, ver vitrines, tomar lanche.

Passeando, com cara de paisagem, como se eu não tivesse mais nada á fazer, e com alguns pratos da ceia para preparar.

Eu até tinha dito á ela que não ia dar, mas depois voltei atrás, fiquei com remorsos…

Ela gosta tanto, desse passeio, é já é meio que uma tradição nossa.

No final, valeu a pena, ela ficou toda feliz e pronto.

Sem grandes produções em presentes, pacotes, natal das lembrancinhas e mesmo assim, não muitas, algumas…

Eu preparei o bacalhau, salpicão e tender. Deu tudo certo.

A decoração da ceia de natal, que minha cunhada fez, estava linda. Linda mesmo, de novela, de cinema, mas mesmo com as facilidades das câmeras digitais, eu não consegui imagens que se aproveitassem.

O grupo de convidados era pequeno, só família.

Foi muito legal, muito bom. À meia noite, meu irmão Neto e sua mulher a Graça, se emocionaram.

Eles tiveram um ano difícil, mas estávamos ali, celebrando a real confraternização.

Foi uma festa bonita. Um natal de renovação, de retomada, de revisão de conceitos.

E apesar de algumas perdas, o saldo é positivo.

Na crise é que se cresce, não é assim?

O almoço do dia 25, que aconteceu as três horas da tarde, nos reunimos na casa Tia Cleide/ Tia Lucia.  

Um pouco do que sobrou da ceia, mais um file mignon com palmito na manteiga que o Humberto comprou já pronto e estava gostoso.

Tranqüilo, calmo. Bom e feliz.

À noite show do Roberto Carlos na TV. Nesse ano, show regular, nada para empolgar. Calcinha Preta??? Socooorrooo!!!

Mas para quem é fã como eu, valeu pela aparencia: cara de mais tranqüilo, mais solto, pele boa, cabelo melhor, roupa elegante. As mesmas musicas, mas que eu gosto e canto.

Sábado de ressaca. Não de bebida, claro, e nem de comida. Juro que não comi muito, juro que não cometi exageros.

Ressaca da correria comum e inevitável do fim de ano, ressaca do trabalho, acho que eu queria esse descanso.

A maioria das lojas da cidade fechadas,e o que já costuma ser tranqüilo, ficou parado.

Para não ficar em casa em profunda letargia, fui com o Decio, para Itápolis, uma cidade vizinha tomar sorvete.

À noite TV e planos para o réveillon.

Quero fazer tudo sem correria, e preparar surpresas.

Ah! Não posso contar, senão não é surpresa, oras bolas!!

 

 NATAL DA MINHA INFANCIA 14/12/07

 

criado por picida_ribeiro    23:13 — Arquivado em: relacionamentos

23/12/09

A PRIMEIRA DECADA DO SEC XXI

  O tradicional balanço feito a cada ano que se encerra dessa vez é diferente.

È o balanço de uma década. Estamos aqui, encerrando a primeira década do século XXI, a primeira decada dos anos 2000, aquele em que o mundo ia acabar.
E eu com meus 53 anos vi as décadas desfilando sob meus olhos, sobre minha vida. Ainda bem.
Significa que já vivi um bom tempo, tenho décadas para contar. E quero mais.
Das já vividas depois eu falo.
Vamos a que se encerra agora.
Eu nem tinha me dado conta disso, até ver um balanço da década feito pela revista Vip edição de novembro.
Essa década ficará marcada pela chegada da tecnologia. Chegada e massificação.
Ela está em todos os lugares, todas as horas, todo o tempo.
Segundo a revista: “Câmera Digital: Adeus rolo de filme, negativos, revelação, álbuns de papel. Agora dá para ver tudo direto na TV ou mandar por e –mail. Como vivíamos sem isso antes?”
E a nova geração entende cada vez menos a frase “queimou meu filme”, embora muita gente ainda a use.
O DVD chegou aposentando o vídeo cassete e acaba 2009 em agonia, assassinado pelos vídeos para computador, mais práticos, e os videos baixados pela internet, sem deixar de mencionar a propria internet.
E Iphone, Ipod, GPS, carro Flex . Celular. Celular. Celular. Cada vez menores, cada vez mais tudo. E a frase: “caiu a ficha?”
Na moda, em uma avaliação muito pessoal, não percebo um destaque, uma unanimidade marcante, uma vez que foi a década das tribos, cada qual no seu estilo. Mas todo mundo de calça cintura baixa, as que podiam, as que não deviam, mas todo mundo usou, o tempo todo.
No trabalho, nas ruas, jovens e não tão jovens, de cintura baixa, sempre tentando puxar o cóz para cima, e as bordinhas teimosas escapando. Até as calças masculinas o cóz ficou mais baixo.
Na comida, o strogonoff dos anos 60, a picanha dos anos 80, carpaccios e tomates secos dos anos 90, para mim o destaque foi o tal petit gateau. No inicio dos anos 2000 minha amiga Rosana Landi falou me sobre ele: como o bolo quente de chocolate derretia a cada colherada e se misturava com o sorvete de creme. Só era encontrado em doceiras e restaurantes sofisticados. Hoje tem petit gateau em tudo quando é lugar, de tudo quanto é jeito, bolo de chocolate com calda quente virou petit gateau. Overdose de petit gateau, alguns nem tão sinceros assim.
 A revista Vip, mencionou os destaques da década do futebol: Kaká, Robinho, Adriano, Marcos, Rogério Ceni, mas elegeu Ronaldo, o fenômeno, o jogador da década. Deve ser. Ele está ai até hoje, com destaque, fazendo diferença.
Nos esportes, os destaques da revista e meus também: O inicio no ano 2000 de Guga, e o encerramento 2009 de Cesar Ciello. Atletas excepcionais, que colocaram o Brasil em destaque em esportes nobres e personalidades super gente boa.
A TV Aberta, nessa década, sem nada que se aproveite, de verdade. Deveria é ser fechada
No inicio dos anos 2000, quando pensávamos que ela estava ruim, consegue chegar em 2009 muito pior.
A revista listou os programas O aprendiz, Show do Milhão, Pânico na TV, CQC.
Com exceção do CQC que é bom, mas ainda não sabemos se vai ficar, se vai durar, se vai marcar, o resto, convenhamos é muito ruim, e espero que sejam apagados de nossa memória.
E lá vem meu lado saudosista, das outras décadas: nada para lembrar como os bordões “Um instante Maestro” de Flávio Cavalcanti, os do Chacrinha,”Vai para o trono ou não vai” “Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar, do mundo não se leva nada… Silvio Santos vem aí lálálá…” “Ô Cride, fala pra mãe…”
A revista elegeu melhor personagem de novela dos anos 2000 a Bebel , da Camila Pitanga. Talvez…
Mas quer comparar com a Porcina?? Odete Roitmann?
Juliana Paes foi escolhida como a atriz de maior destaque. Começou 2000 fazendo uma ponta em novela como uma empregada domestica, em 2009 é a estrela da Globo. Acho que faz sentido…
Propagandas que pegaram, segundo eles : “quer pagar quanto?” Zeca Pagodinho: Experimenta, “Não tem Preço” do Máster Card.
Essa acho que sim. As pessoas incorporaram a frase no dia a dia. As outras citadas eu já nem lembrava.
Casas Bahia? “ Mappin, venha correndo Mappin, até meia noite Mappin…”
“Já é hora de dormir, não espere mamãe mandar, um bom sono pra você, um alegre despertar”
(Agora fui fundo)
“Varig, Varig, Varig” “O primeiro sutiã a gente nunca esquece” “Não basta ser pai, tem que participar”.
O seriado citados foram: “24 horas” que acho muito bom, que realmente revolucionou uma narrativa televisiva, novo ritmo.
“Heroes”, achei chato e ninguém comenta. “Californicacion”: Destacaram pela influencia. Hummm…
“A Família Soprano” Bom, muito bom, mas alguém vai dizer: “nossa você lembra quando família Soprano passava na TV?” Lost?
“Two and a Half Men” : Meu preferido, mas nada assim tão histórico…
Nada tão Dallas, Dinastia, A Gata e o Rato, Mulher Maravilha, As Panteras, Casal 20, Agente 86,
Musicas lá tem: Amy Winehouse, realmente boa, acho que vai marcar a década sim, Britney Spears, Beyoncé. Hãããã???
Musicas brasileiras: Fácil, do Jota Quest, e surpreendentemente “Hoje é festa lá no meu apê” do Latino.
Despindo criticas e preconceitos: talvez tenha sido mesmo a musica mais forte . Quem não cantou? Que festa caída essa musica não salvou, e que festa animada essa musica não bombou?
Se não concorda, posso finalizar com “Tô nem aí”, que até virou bordão, e foi Latino quem produziu a musica e criou o refrão.  
Cinema, ainda segundo eles: “Tropa de Elite”, “Cidade de Deus’, “Borat”,”Closer,perto Demais, Encontros e Desencontros,Kill Bill,.
Bons filmes, ok, mas já nem tenho registro. Não são sinais de uma década…
Não como Ghost marcou os anos 80, Os Embalos de Sábado a Noite os anos 70.
Destaque de direção CLINT EASTWWOD, o cara realmente arrasou, deixou uma historia, um legado: “Sobre meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino.
Nos livros as comparações são interessantes: Nos anos 80 Milan Kundera reinava nas listas dos mais vendidos, Sidney Sheldon marcava presença.
2001 domínio total de Harry Potter e o Sr dos anéis.
2005 Dan Brown e sua teoria do Código da Vinci, terminando 2009 com os vampiros do Crepúsculo.
Frases que deram o que falar: “Nunca antes na história desse pais” “Relaxa e Goza” (não a do Pasquim, a da Marta Suplicy) “ O Senhor é um fanfarrão”
E a revista encerra a matéria com a pergunta:
Onde você estava quando:
Os aviões bateram no World Trade Center 11/09/2001
Michel Jackson morreu 25/06/2009
Os tsunamis devastaram a Ásia 26/12/2004
O seqüestro do Silvio Santos que parou o Brasil 30/08/2001
 
Na minha vida pessoal, mesmo com perfil otimista, tenho que reconhecer que foi a pior década vivida. Década de perdas.
Voltar a morar em Ibitinga, nunca foi parte de meus planos, de meus sonhos, foi uma aceitação.
Afastei me da convivência diaria de amigos queridos, não reconquistei os que tinha deixado aqui, tampouco, fiz novos.
Passei quase 6 anos sem atividade profissional, voltei há pouco, buscando um rumo.
Vi meu relacionamento com o Decio, até então, o maior presente que a vida havia me dado, se esgarçar, e agora ir sendo novamente tecido.
Vi minha irmã sofrer o fim de um casamento. Vi meu irmão sofrer um drama pessoal e profissional.
Mas que também me levaram á ver o lado positivo de superação de ambos.
A nossa amizade estreitou se, nosso relacionamento mais fortalecido , e usando a frase marcante: “isso não tem preço”, isso valeu.
Ganhei a descoberta dos blogs e através do meu, a companhia de pessoas interessantes, talentosas.
Ganhei o desabrochar de meus sobrinhos, a volta da convivência com minhas tias Lucia e Cleide.
Perdi Tia Vera.
Perdi meus tios Rosalvinho, Ilma, Tia Inês. Com esses, se não tinha tanta convivência, tinha muita estima.
Não tive grandes conquistas matériais, mas vivi com conforto e tranqüilidade. Ganhei de meus irmãos uma viagem de sonhos para Buenos Aires. Porque de sonhos? Porque não esperava, porque eu queria muito, porque foi lindo, foi bom.
Ganhei quilos que não consigo perder…
Cabelos brancos, não conta, porque estão lindamente escondidos, rugas disfarçadas.
Ganhei sabedoria, com certeza, sem frase feita, eu sinto, percebo,
Ganhei a vida em cada dia que vivi.
criado por picida_ribeiro    23:27 — Arquivado em: relacionamentos

20/12/09

TUDO É PARA SEMPRE

 Nessa semana, fiz os primeiros planos para as festas de final de ano.Vi com minha cunhada Graça, o cardápio da ceia de natal. Quais pratos, quem levará o quê, essas coisas. Será só família, a tal festa de verdade, como falei no post anterior. A principio, pensamos em fazer amigo secreto por ser divertido (juro, que os que faço, são) e econômicos, mas depois deixamos para lá, seria complicado, com parentes chegando de SP em cima da hora. Optamos por deixar assim: quem quiser, puder, leva presentes, senão leva abraços e presença. Já está ótimo.

Desde que a Tia Vera morreu, não vejo graça na troca de presentes a meia noite, como costumávamos fazer.
Quase todos os natais de minha vida passei ao seu lado. Todos na infância e adolescência e quando fomos morar em SP, nos natais que ela não podia vir para Ibitinga por causa de seu trabalho ou do Humberto, seu marido, eles passavam na minha casa.
E tome panetones e Roberto Carlos…
Depois de sua morte, nas ceias na minha casa, fui bem clara: sem presentes. Eu não queria perceber que ela não estava lá.
Mas agora, mais um ano passou, o tempo, o tempo…
E a ceia não é minha casa, então, vamos mudar o roteiro…
Mas vai ser bom. De novo: de verdade.
Embora não seja adepta imediata das mudanças tecnológicas, e sempre tenha tratado a internet com reservas, usufrui de suas “benecies” essa semana.
Imaginem: via Orkut o Decio reencontrou um primo querido Anselmo, que andávamos procurando faz tempo. Ele mora em Curitiba,e a ultima vez que nos vimos, foi no casamento da Liliana minha irmã.  
Vinte anos.
Depois do “reencontro” virtual, agendamos o encontro real, e foi no ultimo sábado em SP
Foi ótimo!!! Quando gostamos de alguém de verdade, quando a amizade é de verdade, depois de 20 anos você conversa como se tivesse sido ontem a ultima vez. Conta tudo, pergunta tudo, abraça, beija. Ponto.
Como, perguntarão alguns, tanto carinho e amizade por primo do marido? Nem é parente…
Eu costumava dizer para o Decio que o Anselmo não era mais primo dele, era meu.
E minha família, Liliana e Zé Luiz, que tiveram oportunidade de conviver bastante com ele, também tem por ele os mesmos sentimentos.
Nos conhecemos  num réveillon (uma história para outra hora) e ficamos amigos.
Ele é inteligente, divertido, bonito, elegante, boa gente.
E como é professor, nas duas férias do ano, vinha passar uns dias em SP, e hospedava se na minha casa, eu nem era casada com o Decio ainda, morávamos minha irmã e eu.
Muitos passeios, horas de conversa, emoções e risadas.
As vezes, quando tomava uns porres, ele me ligava no meio da madrugada, chorando para dizer que gostava de mim, do Decio e da Liliana, sempre em prantos.
“Nós também Anselmo, gostamos muito de você, também temos saudades, são três horas da manhã, Anselmo, vá dormir”.
Prometemos nos encontrar no meu aniversário em Ribeirão Preto, que ele ainda não conhece. E quando ele promete, cumpre.
E reencontrei via internet os amigos de Tabatinga: Lidia, Osmar, Lucia, Teresa.
Amigos que não vejo desde a adolescência, 40 anos, e tem sido contatos ótimos, cheios de histórias e saudades. E divertidos também.
E mais internet: saudades virtuais.
Recebi um site de musicas italianas, e agora ando na fase de ouvir e cantar as musicas em voz alta, aos berros. Que delicia!
O Decio anda se divertindo com minha fase “Festival de San Remo”.
Gianni Morandi, Rita Pavoni, Gigliola Cinquetti, Sergio Endrigo e por aí vai…
Para os que me acham muito nostálgica, vi no programa “Café Filosófico”, na TV Cultura SP, um psicanalista dizendo que a nostalgia é muito importante para ser o que somos, para vivermos, prque ele é de fato aquilo que temos de verdade, é a nossa história. O futuro ainda é só uma intenção. Adorei isso.
Nada nem ninguém me faria cantar assim. Quer coisa melhor?
  
criado por picida_ribeiro    18:54 — Arquivado em: relacionamentos

12/12/09

UMA FESTA DE VERDADE

A maioria das pessoas, costuma reclamar das tradicionais festas de final de ano de empresa.

As tais festas, formais, onde alem de confraternizar com quem de verdade você formou parceria, por convenção tem que chamar alguns que você gostaria de evitar, até manter certa distancia.
Eu gosto de toda festa. Até as de final de ano.
Mas sei, claro, que nem sempre são inteiramente verdadeiras.
Nem o são o tempo todo, todas as pessoas, todas as histórias.
Então, fica aquele trabalho de separar as verdades. Fica o tempo perdido com os dissimulados, perde se a autenticidade.
Porque se sei que é tudo encenação e encaro, também estou no clube dos “nem tão sinceros assim”.
Todos fazemos o tipo que a situação exige.
Mas isso não me impediu de ter tido bons momentos nessas festas, de abraçar e comemorar com que se não é amigo, pelo menos, é bom colega de trabalho.
Tive festas ótimas de fim de ano em empresas. Tive bons amigos só de trabalho, amigos de trabalho e de vida, tive ótimos chefes e diretores.
Desses diretores, que eram mesmo gratos aos funcionários, e comemoravam sinceramente.
Morando em Ibitinga, há cerca de três anos voltei a ter um trabalho formal, na empresa de meu irmão, que é na área financeira.
Suas festas, em sua casa, sempre foram bonitas, minha cunhada Graça cuidava de cada detalhe da decoração, preparava a casa para receber os funcionários como visitas ilustres.
Serviço de buffet, garçons.
Sorteios de premios e pagamento de 14 salario.
Meu irmão ficava feliz por poder fazer festa assim para seus colaboradores. OK.
Eram boas festas, alegres, bonitas, mas eu sempre soube que não eram totalmente de verdade.
Alem dos funcionários, havia a convenção de convidar alguns “aderentes”.
Contador, advogado, segurança, “amigos”, parente do parente, sei lá…
Nem sempre o grupo formado tinha a afinidade real de um trabalho conjunto, de uma conivencia sincera, de mesmos ideais e objetivos.
Era desfile de roupas novas, alguns ali por obrigação, outros por mero usufruto, muitos sem entender o verdadeiro espírito da reunião.
O resultado final era bom, mas esquisito. Sei lá, formal, sem naturalidade.
Festa boa, mas não de verdade.
Depois de um ano muito difícil, com uma redução considerável no numero de funcionários, a dúvida:
Faz se ou não uma festa de confraternização nesse ano? Ano de contenção total de despesas, mas por outro ano, um ano onde a comemoração deveria ser maior que nunca. Sobreviver depois desse tsunami, já seria um grande motivo para festejar…
Renovar o espírito para enfrentar o novo ano seria fundamental.
Decidida a festa. Ou não chamaremos de festa.
Decidida a confraternização. Com bom senso, dentro dos parâmetros da nova realidade.
Ao invés de jantar pomposo e formal, um churrasco feito pelos funcionários Davi e Paulo, sem garçons, na base de cada um faz alguma coisa.
Eu levei uma salada de rúcula, com tomates secos que eu mesma fiz. Mas digamos que eram tomates úmidos, não ficaram tão secos assim… (Haja forno e paciência…)
Sem sorteios, mas com amigo secreto de 30,00. Vinte participantes.
Sete funcionários, os demais, parentes, mas que também são funcionários.
Ah! Mas para juntar os vintes participantes, entraram os tres filhos de meu irmão, os dois da minha irmã, minha cunhada, e ficou tudo muito bom.
Muito bom, muito melhor que antes.
Sabem porque? Foi sincero.
Todo o tempo, todas as pessoas, tudo, foi de verdade.
Ninguém fazendo tipo, só fazendo festa.
Felizes pela batalha ganha, fortalecidos para enfrentar a guerra, sim, porque ainda há muita luta pela frente.
Quando uma empresa passa por uma grande crise, dessas que abalam mesmo, quando o navio faz água e ameaça afundar, os ratos são os primeiros que abandonam o navio.
Então, foi uma festa com dedetização.
Viram como tudo tem um lado bom? Uma crise dessas serve entre outras coisas para que seja avaliado seu próprio desempenho profissional, sua força pessoal, dedetização e faxina.
Fica quem deve ficar.
E faz se a festa. Com simplicidade e transparência.
DE VERDADE.
 
     
criado por picida_ribeiro    21:11 — Arquivado em: relacionamentos

3/12/09

REENCONTRO

Para Lídia

 
 
Surpresa boa receber comentários da Lídia Cruz Malaspina no meu blog.
Uma amiga que não vejo desde inicio dos anos 70, mas que esteve sempre presente em minhas lembranças, em minhas histórias.
Nunca esqueci sua amizade, sua família.
Seus irmãos Toninho e Bibi, dois dos rapazes mais bonitos da cidade.
Eu tentei bancar o cupido e arranjar o Bibi como namorado para a Sirlei, minha melhor amiga.
Não deu certo, havia uma diferença de idade, ele já um moço, indo para faculdade, ela nem quinze anos…
Lembro me do “Seo” Aristides, seu pai, bem humorado, como trabalhava na prefeitura de Tabatinga, as vezes , ganhava ingressos para circos e parques de diversão que passasem por lá, e me convidava para ir com sua família.
Uma mordomia, um luxo para época.
Os grandes nomes da verdadeira musica sertaneja: Cascatinha e Inhana, Tonico e Tinoco, por aí…
Dona Lídia, sua mãe, de uma educação e gentileza mais séria, mais quieta.
As noites de quinta feira na casa da Dona Latif, para assistir Silvio Santos na TV.
A Dona Lídia, tinha uma cristaleira na sala, onde meus olhos atentos e curiosos ficavam espertos para os copos bonitos, enfeites.
E o mais importante: uma arvore de natal, bem pequena, que ela deixava guardada, já montada, meio que escondida.
Eu espichava os olhos para ver. O Natal era algo tão esperado… e aquele era um sinal que eu recebia o ano todo, de  que ele viria, era só esperar.
E quando chegava o natal, a arvore ia para um lugar de destaque: em cima da cristaleira. Pronto, já era festa!!!
Como esquecer o balde de gelo, que eu ia t-o-d-o-s os dias buscar para meu pai, na hora do almoço. Como esquecer a Lídia, parecidíssima com a mãe, bonita e quieta, sempre sensata.
Que me levou ao colégio, então ginásio pela primeira vez, primeiro baton, primeiro esmalte.
Brincadeiras na rua de queimada, e tentativa de andar de bicicleta. Eu nunca aprendi
Depois quando distanciamos a convivência, ela estudando de manhã, eu á tarde, descobrimos que sentávamos na mesma carteira na escola, trocavamos bilhetes.
 Eu deixava um bilhete preso embaixo da mesa, ela respondia. Seria nosso MSN, mas muito mais legal.
Há alguns anos atrás, meu irmão Neto, viajando para Porto Seguro encontrou se  com ela e o marido Osvaldo. Me mandaram uma foto .
Continuavam com as mesmas carinhas.
Bem, pelo menos, eu os vi assim.
E assim os tive sempre na melhor da lembrança. 
criado por picida_ribeiro    12:43 — Arquivado em: relacionamentos
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