Mês de junho, se encerra com muita festa junina por aqui.
No interior de SP, a tradição continua firme e eu adoro.
Eu estive em uma festa junina, organizada por uma entidade beneficente, com música ao vivo, bandeirinhas, fogueira enorme, quentão, docinhos, queima de fogos, leitoa e frango assados.
Foi divertido, foi a família toda, meus sobrinhos adoraram.
Tive um Dia dos namorados bom. Eu gosto de datas, entro no clima e levo o Décio comigo.
Não costumamos trocar presentes, e nisso, esse ano não foi diferente.
Sem presentes, mas com programa especial.
Mandei e mail, recados no espelho, eu amo mesmo esse cara.
Fomos á uma pizzaria em Itápolis, uma cidade vizinha, que tem um clima bem legal.
Tinha música ao vivo, romântica e boa, decoração super transada com pequenos balões em forma de coraçõezinhos, velas nas mesas, meia luz.
Flores e sabonetes em forma de coração tomamos um drink, comemos uma pizza.
A melhor parte? Quando ele me abraçou apertado, me beijou, falou que me ama, que não saberia viver sem mim. “Isso não tem preço”.
Tenho trabalhado bastante, e adorando os resultados, tanto para a empresa, como para mim em particular.
Sabe o que é aos 52 anos, você entrar na fase de querer mostrar serviço?
Pensei que não fosse mais viver essa sensação, e acho muito estimulante. Acredito mesmo no trabalho que estou fazendo e na minha idade e “Isso não tem preço”.
Emagreci quatro kgs, mas já faz duas semanas que ponteiro não se altera, preciso começar a exercitar, ou caminhar, para ajudar a queima das calorias, mas pelo menos estou tentando pra valer a tal da alimentação saudável. Arghhh!!!
Nessa semana, morreu aos 56 anos a cantora Silvinha Araújo. Queeemmm?
Pois é, uma cantora da turma da “Jovem Guarda”, provavelmente a melhor delas, começou a carreira menina ainda aos 16 anos, fez dois sucessos que eu cantei a plenos pulmões, com todo entusiasmo de meus 12/13 anos em Tabatinga, logo depois se casou com Eduardo Araujo, então um grande ídolo, e juntos ficaram para sempre. Mas ela sempre foi uma grande voz, gravou muitos jingles, fez shows de jazz em casas noturnas de SP, tinha voz de travesseiro, e nunca perdeu a cara de garotinha. Há uns dois anos atrás, eu estava no Bom Retiro, na loja Equus,e ela estava lá com a filha. Ficamos por muito tempo, uma ao lado da outra, eu só observando suas conversas, e lembrando os meus tempos de criança e fã. A gente nunca deixa de ser fã.
Muda os gostos, os estilos, mas de quem você foi fã, sempre será . Fã do artista que um dia gostou, ao que o artista foi num determinado momento de sua vida.
Há de ter dos de 30 anos, que foram fãs da Xuxa, Simony, e num breve futuro, teremos os fãs saudosistas de Sandy e Jr.
Na maturidade, poucos assumirão. Pena. Eu fui fã da Silvinha, lamento sua morte prematura.
Sábado passado, teve um show raro em Ibitinga, uma vez que quase nunca acontece nada por aqui.
Show do Fábio Jr, banda completa.
Quer saber? Eu gosto do Fabio Jr. Atire a primeira pedra quem não tiver pecado.
Foi um show caro para os padrões de cidade do interior, R$150,00 por pessoa, mas acho que valeu a pena.
Foi num clube de campo, muito bem organizado, lugares marcados, a banda era muito boa, e o coral era composto por cinco negros afinados e bonitões.
O repertório foi de seus maiores sucessos, minha preferida é “Pai”, e sucesso de outros compositores como Gonzaguinha, Raul Seixas, Tim Maia, Renato Teixeira, até Ana Carolina.
Fui com o Decio e minha irmã Liliana.
Como era um grande evento na cidade, compramos roupa nova, caprichamos no cabelo, na maquilagem.
E quando ele entrou no palco, me peguei toda feliz, em pé, batendo palmas e gritando :Lindo!!!
Ele continua um gatão, cara de gostoso.
Foi todo tempo, simpático e educado com a platéia repleta e cinqüentonas felizes, com os hormônios em ordem, ou desordem.
Não deixa de ser interessante observar as mulheres de cinqüenta dos dias de hoje.
Elas estavam ali, a maioria acompanhada dos maridos. Elegantes, jovens, bonitas, alegres e vaidosas, vendo o provável ídolo da juventude, ele também beirando os 60 anos, igualmente inteiro, no visual e trabalhando, produzindo.
Uma geração com mais de 50 anos, cheia de vida.
Com a sabedoria necessária para usufruir tudo de bom que a vida pode dar, mesmo nas coisas mais simples.
Isso também não tem preço.