DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

30/12/06

Primeiro baile

A primeira vez que fui á um baile,foi no reveillon de 1970.Eu tinha 14 anos.

Minha tia Cleide,me deu de presente um vestido de piquê  branco,decote em V,recorte abaixo do busto,com dois botões dourados,bem curtinho,moderníssimo.

Até então,eu nunca tinha visto ceia e nenhum outro ritual de passagem de ano.

Em casa rolava um clima de festa,mas comemorava-se no almoço do dia primeiro de janeiro.

Nas cidades do interior,nessa época , a passagem do ano,era realmente comemorada nos clubes,baile de gala,melhores orquestras,melhores roupas.

O clube era enfeitado,as mesas recebiam champagne e arranjos á luz de velas.

Eu olhava tudo encantada.Embora no local não tivesse ninquem da minha familia,só meu irmão mais velho e os amigos,fiquei emocionada quando pela primeira vez,á meia noite, vi todos começaram a cantar com a orquestra "Adeus ano velho,feliz ano novo,que tudo se realize no ano que vai nascer,muito dinheiro no bolso,saúde pra dar e vender".

Olhos marejados,esperançosos.Encantados.

Abraços carinhosos dos amigos daquela pequena cidade.

Meu mundo era só aquilo e me parecia tão grande,parecia que não faltava nada,estava tudo ali.

Desde esse reveillon,passei a comemorar essa data , a meia noite,com boa dose de saudade do que estava deixando para tráz  uma dose muito grande de esperança e expectativa para o novo ano

Nesse dia,nessa hora,as esperanças crescem ,o otimismo prevalece e nos ajuda a viver.

 

criado por picida_ribeiro    20:55 — Arquivado em: Sem categoria

25/12/06

Natal 2006

Li em alguns  blogs,algumas pessoas dizerem que não gostam da mesmice do natal.Acham sempre a mesma coisa,mesma comidas,mesmas musicas,mesmos enfeites,mesma correria atrás de presentes.

Alguns chegaram a mencionar encontros não muito agradaveis com familiares.

Bem,o que para eles é  mesmice,pra mim é tradiçaõ.

A tradição do natal.

Que bom,ouvirmos as mesmas musicas,mas nem acho esse comentário muito justo.

Existem ótimas regravações,inovações.Esse ano,por exemplo,ouvi muito musicas de natal com a cantora Diana Krall.

Quer melhor?

O cardápio,pode ou não mudar.Depende do bolso,da vontade,da criatividade de cada um.

A correria atrás dos presentes,acho ótima,dar e receber,mesmo as famosas "lembrancinhas",para mim,é um ato e momento magicos.

Tudo vale a pena.

Comecei o dia 24,preparando a casa para a noite de natal.

A decoração ficou a cargo do Decio.Ele bolou mil efeitos especiais

.A arvore de natal,ficou linda.Super iluminada,era feita com armação de tela de arame,coberta por tule dourado,enfeitada com lações e bolas douradas.Linda.

Na entrada da sala ele montou um painel.Mais luzes,mais bolas,mais flores vermelhas.

Arranjos de frutas e flores,bolas e laços,e velas natalinas.

Achei tudo lindo.Comprei taças de vinho vermelhas,deu um toque legal á mesa.

Optei por fazer uma ceia com pratos tradicionais.

Petiscos de entrada,salpicão de frango,pernil á california,filé ao molho madeira.

Sobremesa torta holandesa,cheese cake de morango.

Vieram minhas tias,meu tio Humberto,casado com minha tia Vera,seus filhos Beto e Debora,minha mãe,minha amiga Marcia e seus dois filhos.

Ficamos até as tres horas da manhã conversando,demos muita risadas,foi muito divertido,embora esse ano tivesse tudo para ser uma ceia triste.

Minha irmã Liliana,pela primeira vez,não veio com seus dois filhos.

E os dois são a alegria das nossas festas,alegria das nossas vidas.

Fizeram falta.

Momento especial,momento EMOÇÕES.

Ganhei da Tia Vera,a biografia não autorizada do Roberto Carlos.

Imaginem,aqui em Ibitinga nem tem livraria,até eu ter acesso ao livro,ele poderia até ser interditado.Esse era com certeza,o presente que eu mais queria ter ganho.

Depois falarei mais sobre o livro,sobre Roberto,sobre a tia Vera.

Ela tem apenas 54 anos,não aparenta nem 40, e foi uma pessoa fundamental em minha formação á medida que me apresentou muita coisa na vida.Iniciamos muita coisa juntas.

Uma falta importante a ser registrada: RODRIGO,meu enteado.

Morando no Chile e  depois na Argentina,era nessa epoca que ele voltava para o Brasil.

E esperar por ele,já era a festa.

Arrumar seu quarto,arrumar a casa,preparar seus pratos preferidos,escolher seus presentes.e ver a felicidade do Decio com sua chegada.

Ter a sua companhia.Era muito bom.

Agora,ele continua morando na Argentina,está casado,segue sua vida,nem sempre dá para vir nas datas especiais…

A sua presença entre nós,na epoca do natal,era tão fundamental,quanto panetones,shows e discos do Roberto ,cerejas frescas,sei lá.

Mas,não faltarão oportunidades…

O importante realmente é o espirito de natal prevalecer.

E particularmente para mim, o espirito de natal,não tem necessáriamente muito a ver com religião.

Tem a ver com confraternização,em expor o que há de melhor em voce.

Solidariedade.Amizade.

Isso é natal.

 

 

criado por picida_ribeiro    21:55 — Arquivado em: Sem categoria

15/12/06

BODAS DE PRATA

Bodas de Prata

 

Faz 25 anos que conheci o Decio. E ele fez toda diferença na minha vida. Não foi amor á primeira vista.

Mas entendimento a primeira vista. Total. Nós sempre tivemos uma amizade e parceria muito grande.

E o amor nasceu dessa afinidade e só foi crescendo, inclusive até hoje, costumo dizer pra ele: ”gosto de você, cada dia um pouco mais”.

Eu digo isso todo dia pra ele, e é verdade. Tem uma porção de músicas que gosto de cantarolar pra ele, assim do nada. “Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nosso destino estava traçada na maternidade”.

“Você é mais que pensei,é mais que sonhei,é mais que esperava” “Eu nem sonhava te amar desse jeito”.

Eu tenho uma vida inteira de histórias com o Decio para contar e elas virão naturalmente, mas agora quero falar da companhia que fazemos um ao outro. Até nossas brigas acabam virando piadas depois. Sábado retrasado fiz um jantarzinho só para nós dois.

 Comidinha simples. Preparei uma berinjela á parmegiana que a mãe dele me ensinou.

Não sei se todas as mulheres já descobriram o que uma receita de mãe faz por um relacionamento..rsrsrsrs

Executar uma receita de mãe, no capricho, vale mais que anos de terapia de casal rsrsrrs

Tomamos um vinho italiano, ouvimos Jhonny Rivers,The Platers.

E acima de tudo, conversamos muito.

Nós temos um genuíno prazer em ficarmos conversando sobre historias passadas e fazemos planos para o futuro, sonhamos juntos.

No ultimo domingo, fomos para Jaú. Só a sensação de viajar num domingo ensolarado, ouvindo Gal. Costa, já é um presente…

Passeamos em shopping, fizemos um lanche, voltamos para casa felizes.

Ontem o Decio passou suas horas de folga, fazendo um arranjo de natal para mim, outro para minha mãe.

Vocês conhecem muitos genros que fazem enfeitinhos para sogra? Pois é. O Décio faz.

Ele se OFERECE para lavar a louça porque eu estou vendo novela.

Se eu faço escova no cabelo, invariavelmente ele nota e me diz que estou bonita.

Ele é gentil, cavalheiro, e acima de tudo parceiro e companheiro.

Se falo sobre tudo isso, é também para desmentir o estigma que casais de 50 anos, muito tempo juntos, vivem vida de rotina, que o casamento acaba com, essas coisas.

Pode ser muito bom, a gente pode chegar a achar até a rotina muito boa, uma sensação gostosa de segurança.

Sinto isso, quando vou me deitar,ele já está dormindo, ressonando, (sim, o Decio não ronca).

Acho gostoso, reconfortante me deitar ao seu lado, sentir seu cheirinho, seu calor. Respirar fundo.Aí que bom ele está aqui….

  Mulheres tirem o olho gordo.

Homens, mirem se no exemplo.

criado por picida_ribeiro    23:34 — Arquivado em: Sem categoria

13/12/06

Final de Ano

Clima total de final de ano.

Hora do clássico balanço .Parece que  nessa época do ano, se torna inevitável, pararmos para avaliar o que deu certo, o que deu errado, e as promessas…hummm, as famosas promessas de ano novo.Cumpri poucas  das promessas que fiz para  esse ano que se encerra.

Como em cidades do interior  a vida é mais calma, mais pacata, a gente vai  sempre deixando para depois, isso somado ao problema que eu tenho de naturalmente adiar as coisas, elas acabam não acontecendo.

Deixei de executar propostas importantes. Não emagreci como queria e deveria ,não coloquei em ordem minha vida financeira e profissional, não reformei o sofá, não comprei o tapete novo para sala.

De novo e interessante nesse ano, fica o fato de ter começado a navegar pela internet, criar o blog,

A simples idéia de usar o computador me causava arrepios de horror, mas percebi que eu tinha que começar a  me interessar por isso.Estou gostando e usando com critério.

Procurei amigos queridos que tinha perdido contato. Falei com a Rose de Campinas, a Sandrinha, viajei para Buenos Aires, conheci a Alicia, companheira do Rodrigo, meu enteado.

Tentei fazer de mim,uma pessoa melhor. Li bastante, meditei, refleti, pensei, mas como diz minha amiga Rosana, que eu chamo de “praticamente uma psicóloga” nem sempre consegui passar dos pensamentos aos atos.

 A meta é fazer isso. As propostas pra o novo ano, faço depois.Vou pensar sobre isso.Aguardemos os atos.   

criado por picida_ribeiro    9:43 — Arquivado em: Sem categoria

3/12/06

Natal na minha infancia

È claro que todos têm histórias de Natal em suas vidas,dessas marcantes,inesqueciveis.

O Natal é uma data que não tem como passar em branco,ser mais um feriado qualquer,embora alguns não admitam,no natal a gente sempre entra no clima.

Realmente, existe o "espirito de natal".

Independente das questões comerciais, as pessoas tendem a sentir o espirito de solidariedade mais intensificado,a fraternidade se faz presente.,a familia se aproxima,as pessoas querem os familiares por perto,sentem saudade em dobro dos que já não estão mais aqui.

Quando criança,em Tabatinga,acreditei piamente em Papai Noel,até os 9 anos.

Embora com muita simplicidade,meus pais mantinham a crença.

Eu e meus irmãos,sempre ganhamos de presente de Natal,exatamente o que pediamos,mas,engraçado,a  gente só pedia aquilo que sabia que eles podiam comprar.

Nunca ninquem pedia bicicletas.

Eram os brinquedinhos que a gente via na vitrine da unica loja de presentes da cidade.

Ao contrario a minha irmã,eu nunca pedi boneca de presente.

Sempre escolhi,brinquedinhos bonitinhos e esquisitos,como uma galinha de plastico que botava ovinhos coloridos.

A gente colocava os ovinhos na boca da galinha, ela se baixava e botava um ovinho.

Eu achava o máximo da tecnologia.

Uma vez contei essa  história para o Decio meu  marido, e acredita que ele me deu uma de presente,nem sei onde ele achou…(esse homem não é demais?) rsrsrs

Meus pais cumpriam o ritual de ir na vespera de natal comprar os presentes,escondidos.Nós colocavamos os sapatinhos na janela,e acordavamos com o presente devidamente colocado sobre  eles.

Aì,vinha o encantamento de desembrulhar,sorrir,correr pra rua,encontrar com os amigos,mostrar os presentes,reveza los nas brincadeiras,

Na minha familia,não fazíamos ceia,só o almoço no dia de natal,quando a familia de meu pai se reunia todinha na casa dos meus avós.

Tios,primos,muita conversa,risadas,FAMILIA

O cardápio era simples e muito bom.

Arroz ao forno, macarronada,frango e leitoa  assados e recheado,maionese,manjar de coco com calda de ameixa de sobremesa.

Eu escrevia cartas para o Papai Noel,fazia meu pedido,os de meus irmãos,cantarolava as musicas de natal,o dia inteiro.

Montar a arvore de natal,era um momento mágico.

As crianças ficavam em volta,animadíssimas,ajudando,olhos brilhando.Quando eu tinha  9 anos, meus pais foram comprar os presentes,eu fiquei com a minha irmã de 7 anos,e o meu irmão caçula,com uns 2 anos de idade.

A ideia de segui los foi da Liliana.Deixamos meu irmão sózinho dormindo,e fomos atrá deles. Eu relutava em ir,a Lile insistiu…

E Então nós os vimos na loja,fazendo as compras.

E fomos descobertas.Na hora,gelei.Tinhamos feito traquinagem das bravas e deixado meu irmão sozinho.

Imaginei que íamos levar muita bronca,mas movidos pelo clima natalino,surpreendentemente meus pais acharam graça,ficou tudo bem.

   Os almoços natalinos eram embalados sempre pelo mais recente disco do Roberto Carlos,presente que todo ano minha Tia Vera ganhava

Não havia presentes de padrinhos,tios.Sò dos pais.

A primeira exceção foi quando meu tio Rosalvinho,que começou trabalhar no Banerj,e comprou para todos os sobrinhos ,patinhos de pelucia da Disney.

Presentes,pessoas e momentos inesquecíveis.

   

criado por picida_ribeiro    19:29 — Arquivado em: Sem categoria
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