DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

25/2/07

BODAS DE PRATA

Já disse algumas vezes, que estou com o Decio há 25 anos, que viver com ele, é muito bom, que ele é um excelente companheiro, que é meu amigo, que ele é um homem gentil e bem humorado.

Quem o conhece, sabe que não exagero.

Ele é tudo isso mesmo,

Mas ele é gentil comigo e com todos que ele conhece.Essa é sua alma, sua essencia.

Mas as vezes me pego pensando ,me pego atenta, para em que momento isso não vire uma grande amizade,das melhores.

Não quero mais irmãos.Tenho dois ótimos,já me bastam rsrsrsr

Quero marido, acima de tudo, quero NAMORADO.

O meu. O Decio.

As vezes,sinto medo disso se perder no tempo, na convivencia,na idade.

È dificil,manter o equilibrio do amor,interesse,tesão depois dos 50 anos de idade.

Gosto de beijar na boca,vivo aos beijos com o Decio,ás vezes mais por iniciativa minha, e digo brincando com ele:"não me venha com selinhos,que não sou correspondencia".

Brinco tambem dizendo:"Epa,quero uma pegada forte, de Opala.Ele:"como assim?"

Oras, as pegadas,os amassos, de quando namoravamos no seu Opala velhissimo.

Nós somos da geração Beijo na boca.Era só o que os casais faziam Sexo estava longe…

Será que vou ter namoro sempre? será que com o tempo isso passa,fica só a companhia?Não quero assim,não aceito.Quero sempre estar apaixonada,de preferencia pelo mesmo homem, mas apaixonada.Não abro mão do friozinho na barriga.

Não acredito que a velhice tenha que ser assim.

Manter namoro no casamento não é nada fácil,reconheçamos.

A maioria das mulheres acordam desmanchadas, e ele está alí ao lado,nos vê assim.Com que olhos,me pergunto?

Será que transpirei a noite? Preciso correndo escovar os dentes?

Quem dorme todo dia com camisolas sexies? As vezes faço isso, outras me pego com um belo e folgado camisetão do Bradesco.

Com que olhos ele vê isso?

Já casada há alguns anos, comecei a usar calcinhas confortáveis,dessas basicas.O Décio nunca reclamou,nem fez comentários.Apareceu então,uma sacoleira vendendo uma calcinhas bonitinhas, com rendas,strass, vermelhas,pretas,nada muito ousado,mas bonitinhas. Nooossaa,foi uma festa lá em casa…

Outra vez, o Decio comentou comigo sobre um perfume que uma colega de trabalho usava, que ele achava delicioso.

Um dia ele me aparece com um papel escrito PARIS YVES SAINT LAUREANT. Ele havia até anotado o nome.Na época os importados nem eram liberados,mas encontrei numa loja no Shopping Iguatemi.Comprei no cartão de crédito da minha irmã, menti o preço,falei metade do valor, ele achou caríssimo,,mas adorou.Teve festa no apê rsrsrs.

Quando o conheci pesava 50 kgs, hoje luto com meus 89.

Com que olhos,um marido ve isso?

As vantagens existem: sei do que ele gosta,sua comida, seus passatempos,seus carinhos.

Mas as desvantagens são muitas e vão fazendo parte de um processo de aceitação.Acho que na aparencia os homens levam grandes vantagens no envelhecimento:Barriguinha no homem é "charme", cabelos grisalhos tambem(aí estão José Mayer e Richard Gere que não me deixam mentir)

Mas no ritmo de vida acho que as mulheres levam vantagens: Elas são mais espertas, mais ágeis, mais ligadas,antenadas.

Doenças,elas tiram de letra, os homens uma unha encravada e quase morrem…

Quero resgatar algumas coisas que as vezes deixo a rotina dominar.

Ficar mais bonitinha,estar bem, porque insisto: quero namoro,e baranga ninquem quer namorar né rsrsrs. 50 anos sim, caidona jamais.

criado por picida_ribeiro    19:16 — Arquivado em: Sem categoria

21/2/07

O ano começa agora?

Sem o menor registro de carnaval nesse ano.

Não vi nada pela TV, e em Ibitinga não existe carnaval de rua e os bailes de clube ficaram reduzidos á meia dúzia de gatos pingados, insistindo naquilo que acabou.

De bom, muito bom, foi a visita surpresa do Márcio, irmão do Décio, com  sua mulher Deise.

Chegaram domingo para o almoço.

Almoçamos todos juntos, minha mãe,irmã , seus filhos e tia Lucia.

À noite ficamos batendo papo, até as 22 hs,  depois eles foram para o hotel, porque a Deise quando viaja, gosta de manter sua privacidade,como diz ela com seu sotaque nordestino carregando nos erres.”Quero namorar meu marido”.

Detalhe: ela tem 52 anos.

Na segunda feira, passamos o dia em Jaú, conversas sérias,conversas alegres, divertidas mas uma convivência importante: Família.

Na terça feira almocei na casada minha irmã, depois fomos para Jaú.

Eu quis mostrar a ela umas idéias bacanas que vi em loja s de lá para que ela pudesse adaptar para sua loja e ela de fato se interessou, achou válido, assim passeamos e trabalhamos, o famoso “unir o útil com o agradável”.

Hoje acordei tarde. Tenho sentido muito sono, tenho uma anemia crônica, e desconfio que ela  está  á toda.Amanhã cuidarei de fazer exames.

Quando o Décio pega todas as contas á serem pagas,  e espalha pela mesa, já sei que ele está de mau humor, quer começar o dia com raiva. rsrsrs

Tem maneira mais eficiente para perder o bom humor ?

O Décio teve bastante trabalho, eu ajudei um pouco.

Nos momentos que pude ficar com meus pensamentos, só fiz pensar e me preparar para pôr em pratica a idéia de deixar minha irmã viver com suas decisões e suas conseguencias. Não é assim que se cresce?

 E no Brasil, para muita gente é agora que o ano começa.

Agora que planos passam a tomar forma, agora que a fila começa a andar.Bem, para esses boa sorte, "que tudo se realize".  

RECADO :  Carlos de Camaçari BA, não consegui localizar seu blog.Gostaria muito.

criado por picida_ribeiro    21:09 — Arquivado em: Sem categoria

20/2/07

Histórias de Carnaval Parte III

À partir dos 18 anos,  já morando em SP, estudando e trabalhando, pude comprar fantasia de carnaval com todos os brilhos e paetês que eu tinha direito.Mais um bloco,dessa vez fantasia de colombina, e a foto em preto e branco, tirada na porta de entrada do clube.

O tempo passando, prioridades alterando, a ideia de passar carnaval em Ibitinga foi ficando para trás.

Fui algumas poucas vezes com minha irmã passar carnaval em Santos: de dia praia, á noite baile no Caiçara Cluve, na época era o maximo.

Aí foi perdendo a graça.Minha irmã viajava com amigas para praia,ás vezes Santos, ás vezes Ubatuba, e por algum tempo mais, ela ainda continuou gostando de ir em bailes de carnaval. Eu não.

Comecei a descobrir a delicia de ficar com a cidade de SP vazia,só para poucos. No carnaval, SP inteira ia para praia.

Lembro me de uma vez,ter ido a um show do Gonzaguinha,onde ele agradeceu a presença da platéia,quando na verdade,SP inteira estava em Santos. rsrsrs

As ruas ficavam livres de transito, cinemas vazios, restaurantes sem filas de espera, uma delícia.

Nunca mais vi graça em cantar, ou brincar carnaval.

Aì surgiram as transmissões  dos desfiles pela tv.

À principio, fiquei impactada com as imagens de mulheres lindas e nuas,sambas enredo muito bons: Martinho da Vila, Paulinho da Viola, e Joãozinho Trinta dando show de criatividade e originalidade.

Tinha  mais verdade.

Depois tudo foi ficando banal, comum.As mulheres linda e nuas nem são sambistas mais,são apenas ‘ARTISTAS MARQUETEIRAS"

As pioneiras famosas,lindas e nuas foram Monique Evans e Luma de Oliveira.O impacto da imagem foi tanto que elas foram capa da revista Veja na semana seguinte.

Os sambas são tão iguais atualmente, que nem dá para saber ao certo,quando acaba um e começa outro, e no instante seguinte, já não se lembra mais nem do refrão.

O visual tambem é sempre o mesmo, sem originalidade alguma.Agora até implico com carnaval.

Implico com as pessoas que se impõe quatro dias de alegria, que deixam a vida para "depois do carnaval".

Sei lá, implico, acho tudo muito chato.

Gosto do sossego, de ficar sem horário para nada, poder tomar um sólzinho, pôr a leitura em ordem,  ficar lagarteando.

De resto, credo, carnaval é muito chato.

Quando vejo pela tv, o carnaval da Bahia, aquela multidão pulando feito pipoca, me pego tentando entender aquela  multidão, aquela mobilização,, para mim, tão sem sentido.E é sectária.

O tal do abadá é caro, e um cordão separa os que não  podem pagar.

Eles tem dia e hora para poder brincar, usufruir da "generosidade" do espaço e tempo que lhes são  concedidos.

A Praça Castro Alves é do povo?

Mas, histórias acontecem em dias de carnaval.

Amanhã conto como aproveitei meus dias de folga. 

 

criado por picida_ribeiro    22:55 — Arquivado em: Sem categoria

19/2/07

Historias de Carnaval parte II

Depois dos 15 anos, morando em Ibitinga, já podia ir aos bailes à noite, devidamente escoltada por meu irmão mais velho,o Neto.

Primeiro problema à resolver: dinheiro para o ingresso,éramos três,não era barato, e a grana em casa era curta.

Lança perfumes suspensos, as mesmas marchinhas continuavam, e chegaram:"Quanto riso,òh quanta alegria,mas de mil palhaços no salão."As músicas do Silvio Santos:"Dr eu não me engano, meu coração é corintiano."

"´Me dá um gelinho aí, eu vou a cem por hora, se não parar o calor, eu jogo a roupa fóra"

Adoniran Barbosa:"Vila Esperança,foi lá que eu passei, o meu primeiro carnaval,vila esperança, foi lá que eu conheci,Maria Rosa,meu primeiro amor".

Caetano Veloso.popularizando  de vez o trio elétrico Armandinho,Nonô e Osmar,com os frevos:"Atras do trio elétrico só não vai quem já morreu"."A praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avião,o frevo novo,um frevo, um frevo novo, todo mundo na praça,querendo brincar,no salão.""Não se perca de mim,não se esqueça de mim,não desapareça,a  chuva está caindo, e quando a chuva começa, eu acabo,perdendo a cabeça."

No carnaval, já tinha direito à maquiagem,shorts,frente única.Com as amigas criávamos bloco de carnaval, aliás,  o que adolescente mais gostaé fazer tudo em "bloco", não é verdade? rsrsrs,pois é, fazíamos a fantasia onde imperava a originalidade,para não ficar caro.A que fez mais sucesso foi a de Pedrita..Túnica de cetim amarelo, as pinceladas de tinta preta imitando estampa ,ossinho na xuquinha do cabelo.Outra vez,nos fantasiamos de David Bowie,,naquela famosa capa do disco, onde ele aparece com raios coloridos pintados no rosto.Certa vez,eu,minha amiga Lila,e minha irmã Liliana, estávamos cheias de expectativas, encontros marcados com paqueras, para segunda feira á noite.,noite especial.No domingo, brincamos carnaval até as 4 hs da manhã, e como queríamos ficar lindíssimas e bronzeadas ,mesmo com muito sono,fomos á pé, logo cedo para uma chácara de um amigo, fora da cidade , para "pegar" uma piscina.Ficamos por lá quase a tarde toda,deitamos as tres no meu quarto para descansarmos,mas recomendamos mil  vezes para minha mãe nos chamar por volta as 22 hs para inicio da super produção.

O Sr Juvenal,pai da Lila,á noite, foi até minha casa,procurar pela filha,minha disse que já ia nos acordar.Seu pai disse:"elas estão cansadas,passearam ontem ficaram o dia todo fora hoje,deixe que durmam". Minha mãe CONCORDOU.No outro dia pela manhã, acordamos assustadas, com a sensação de estarmos atrasadas.Minha mãe disse calmamente:O dia já amanheceu,nada de baile,o baile já foi.SOCORRO,nossa tristeza,decepçaõ foram indescritiveis.Muitas lágrimas.

Engraçado, nessa  idade, 16/17 anos, os valores são tão distorcidos, naquele momento, aquilo era o que tínhamos de mais importante para fazer, era o que de mais importante  poderia nos acontecer.Sem contar que nos anos 70, era muito comum em feriados prolongados os rapazes de SP virem para o interior.Hoje isso não acontece mais.O cara da cidade grande, acha um tédio passear por cidades pequenas.A nossa caipirice, nossa ingenuidade, tinha até certo encanto, muitas amigas acabaram namorando e até se casando com esses amores de carnaval.

Eu fiz alguns amigos assim,mas nunca tive namoros de carnaval.

Dessa época,os momentos mais marcantes foram os blocos,as fantasias, a paquera que comecei com o Guta, que foi meu amor platônico de toda uma vida, de doces lembranças,e a foto mais marcante é uma em que estou dançando com o Beto, lindo, que depois viria  ficar conhecido em todo estado de SP, como CARLOS TRAMONTINA,  reporter da Tv Globo.Hoje apresenta o SPTV  2 edição.Ele continua meu amigo, e continua lindo,era um folião animadíssimo.

Acho que curtir carnaval foi uma coisa típica da idade,ou foi algo característico daquela época.Sò sei que isso foi passando, o encanto acabando.A vida mudando, as prioridades se reescalonando e tudo passou á ter outro enquadramento.

Mas isso já é outra história, que amanhã conto. 

criado por picida_ribeiro    23:50 — Arquivado em: Sem categoria

18/2/07

Carnaval Parte I

HISTORIAS DE CARNAVAL PARTE 

 Lógico, que quem tem cinqüenta anos tem muitos carnavais para contar.

Quando criança, as primeiras lembranças carnavalescas tenho são das matinês do clube de Tabatinga, e o carnaval sendo apenas em clube, era uma festa democrática:a entrada na matine, era liberada para todos. A grande preparação era providenciar tecido e costureira para fazer um shortinho combinando com a blusinha, ás vezes um colar de havaiana, umas garrafinhas que espirravam água, ou liquido vermelho, que a molecada chamava de “sangue do diabo”, e era o terror das mães: manchavam roupas. Opa! Ainda havia lança perfume. Mas nunca pude comprar um, era caro para meus padrões, mas adorava o cheirinho bom no ar. A banda local, tocava aquelas marchinhas “Hei, você aí, me dá um dinheiro aí”. 

“Ô jardineira, porque estás tão triste, mas o que foi que aconteceu”? 

“Se a canoa não virar, olé, olé, olá, eu chego lá”. 

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele? Será que ele e´?

 Confete e serpentina eram obrigatórios. E mascaras; De palhaço, monstros, colombinas. O momento de maior impacto era a chegada do Rei Momo.As crianças ficavam ao redor, ele fazia um pequeno discurso e já ia para outra cidade. E haviam as famílias mais abastadas que faziam fantasias para as crianças.

Ainda não existiam prontas para vender. Índias, colombinas, bailarinas, baianas. Brilhos e paetês. Eu adorava ver e curtir isso tudo.

Quando digo que era fácil ser pobre em Tabatinga, é porque não tinha como haver discriminação social: o clube era um só, a escola era uma só para todos, a loja de tecidos, o que diferenciava era a criatividade e alegria de cada um, e isso dinheiro não compra… 

De cada fase, tenho uma foto que marca bem a época. Das matines de Tabatinga, tenho a foto em preto e branco eu de mãozinhas dadas com minha irmã Liliana, com os já falados conjuntos de shorts, confetes pelos cabelos. Numa cidadezinha onde nada de novo acontece, a oportunidade de uma festa desse tamanho, era um momento único, era muito esperado, e eu e minha irmã não nos fazíamos de rogadas, cantávamos e dançávamos muito. Pura diversão. Diversão pura.  

Continuo amanhã. 

criado por picida_ribeiro    9:44 — Arquivado em: Sem categoria

15/2/07

Novos ânimos

Bem, os ânimos estão  melhorando, vou tentando não deixar a peteca cair, mas ,claro,não é apenas uma noite de sono bom, que cura tuuudo.

Uma noite de sono e sonhos bons, seguida de um amanhecer radiante de verão, ajuda-nos a continuar.

E a frase repetida insistente vezes:"amanhã será um lindo dia".

Meio Poliana, quem sabe…

Tenho falado pouco com minha irmã, só o necessário, mas já disse que precisamos conversar, nem que seja para ela ficar calada, enquanto  me olha muda e impassível (ela sempre faz assim).

Vou reler o post do niltonroberto.blog.terra.com.br do dia 10/01 em que ele fala sobre relação entre irmãos.

Quando li,achei tão claro, me posicionei. Durou pouco.Tive recaída de "irmã mais velha " brava.

Quando a vida não está muito boa, procuro ao meu redor, as pequenas coisas, que me dão pequenos prazeres.

Cozinhar é uma delas. Adoro. Fiz nhoque de batata ,com uma pitada de noz moscada na massa, molho de tomate sem pele, refogado com alho, cebola,um bom azeite e manjericão.

Tingi o cabelo, cobrindo os fios brancos, que ameaçam aparecer á toda hora.

Caminhei. Menos do que gostaria, menos do que deveria, mas ajudou a pensar, meditar.

Li revista, curti meus cachorros. Existe coisa melhor quando a gente está chateada que festa de quatro cachorros?

Tirei proveito da vantagem de morar numa pequena cidade  do interior:contemplar verdes campos á perder de vista, ceu azul, que no crepúsculo,nessa época do ano, sempre se tinge de vermelho.

Às vezes eu e o Décio vamos de carro até a estrada, só para ver melhor o pôr do sól.

Isso é Prozac na veia.

Ouvir Marvin Gaye tambem ajuda.Falar com amigos (Rosana,obrigada por uma hora ao telefone).,bater papo, saber deles.

Não estou nos melhores momentos, mas hoje com certeza,já estou melhor que segunda-feira e amanhã estarei melhor que hoje.

A vida não é assim? È a busca de fazer um dia  melhor que o outro, depois outro,depois outro.

Não se fixar apenas no que não está bem, no que não deu certo.

Ligar o radar, e captar as possibilidades existentes.   

 

criado por picida_ribeiro    20:56 — Arquivado em: Sem categoria

12/2/07

Segunda feira

Todas as segundas-feiras para mim, têm cara de recomeço.

“Tem sempre aquelas promessas: “segunda feira eu faço” como promessas de Ano novo”.

O regime, a ginástica, aqueles problemas chatos que têm que ser resolvidos, fazer orçamento, ver qual conta pagar.

Mas planejar também passeios, encontros bons, rever amigos.

Eu já falei no blog, no dia que tenho uma dificuldade muito grande, para  executar coisas, para passar do pensamento ao ato, como diz a Rosana.

È um caso crônico, sei que preciso mudar isso, mas até isso eu adio rsrsrs

Mas é mais uma promessa para semana que inicia…

Ontem tive um dia triste, morte na família, mas para falar sobre isso, vou precisar de um tempo.

O Decio não foi a ginástica hoje. Eu gosto quando ele vai á academia, porque a gente fica o dia todo juntos, ele trabalha em casa, e ás manhãs acabaram por se tornar nossos horários individuais, o tempo de cada um.

Ele fica duas ou três horas na academia, eu aproveito para fazer umas ligações, escrever, ou até mesmo, apenas dormir.

E um agravante, Há dias em que ele já acorda chato. Hoje foi assim.

Implicâncias. Só me restam duas alternativas: ou brigar, ou fingir que não noto.

Fiz um pouco de cada coisa: briguei um pouco, fingi que não notei outro tanto.

Tem dado certo.

À tarde tive uma discussão com minha irmã, magoei-me com uma serie de coisas que ela disse.

Mágoa mortal mesmo, dessas de ferir o coração, a alma. De virar dor física.

As  vezes quando só o que quero é ajudar, ela me define como xereta, intrometida.

Eu, por conta disso, a defino como ingrata, por não saber interpretar minhas intenções, fico atrás de gratidão, reconhecimento.

Eu queria vê-la feliz, fazê-la feliz.

Uma amiga comum nos disse que, ela tem tudo para ser feliz, mas ela tem que querer, se ela mesma não ajudar, ninguém poderá fazer mais nada. Só ela. Apenas e tão somente.

Quanto minhas mágoas, minha amiga pediu para eu relevar, levar em conta as dores dela.

Farei isso. Presente, mas com certo distanciamento.

Vou deixar que ela decida o tamanho e o tempo da distancia.

Encerro a segunda feira, começo a semana, triste, com sensação de cansaço.

Mas nada que uma noite bem dormida, com bons pensamentos não resolva.

Quero ao me deitar levar a certeza que “amanhã será um novo dia, das mais loucas alegrias, que se possa imaginar”. È sempre isso que me mantém: a certeza que sempre poderá ser melhor, sempre poderá fazer melhor, estar melhor, que para tudo há um jeito.

Ter esperanças. Confiar .

criado por picida_ribeiro    23:43 — Arquivado em: Sem categoria

11/2/07

Quem há de ficar para contar minhas histórias?

 Meu amigo Alex disse que escrevo muito sobre o passado.

Às vezes escrevo sobre o que está acontecendo a minha volta, outras vezes sinto impulso de escrever sobre o que passou, para deixar registrado mesmo. Não tenho filhos.

Quem há de ficar para contar minhas histórias?

E se algum dia o alemão “Alzheimer” me pegar? Rsrsrsrs

Então, continuemos resumos da minha infância, das minhas histórias.

Minha mãe nunca gostou que eu recebesse amigas em casa, ou que eu fosse a casa delas.

Meus amigos eram os da escola, e da vizinhança.

Mas desde sempre,o que mais me atraia, eram as pessoas.

Conversar e ler.

 À principio nem eram livros, eram almanaques, revistas, gibis.

Gostava de brincar na calçada, pular corda, ”amarelinha”, ”queimada”, bolinhas de gude.

Nunca gostei de brincar de bonecas, não aprendi andar de bicicleta, embora tenha tentado, nadava no riacho que cortava a cidade, e que passava nos fundos de três das casas que morei.

Certa vez, aos 10 anos de idade, matei aula e junto com umas cinco amigas fomos nadar nesse riacho. Levei minha irmã de 8 anos.

Foi uma farra, uma tarde deliciosa.

Quando se aproximou do final do horário escolar, voltamos para margem do rio, onde havíamos deixado os uniformes (estávamos nadando de camiseta e calcinha).

Cadê meu uniforme? Desespero total. Justamente O MEU uniforme tinha sido roubado.Acho que alguém levou por brincadeira.

Mas, eu estava encrencada. Vários crimes a confessar, vários crimes descobertos:

Matei aula, Levei minha irmã. Fiquei sem uniforme. O único.

Momentos de muita tensão, choros, até a mãe de uma das amigas, mais condescendente, me levou até em casa, falou com minha mãe.

Aqueles papo: ”criança é assim mesmo, a gente pensa que estão na escola estudando e estão aí aprontando, mas coisas da idade.”.

Deu certo. Levei uma pequena bronca, mas nada tão  sério como a ocasião exigia.

 Gostava de conversar com as mais mocinhas, as que já podiam usar, baton, esmalte, tinham namorado.

Eu ficava ouvindo o que diziam o que estavam preparando para o baile, que para mim era algo tão fantasioso como uma viagem á lua.

Adorava ir á salão de cabeleireiros, quando tinha que cortar o cabelo.

Achava interessante e instigante a vaidade feminina, suas conversas, seus sonhos, até suas fofocas. Gostava de conversar com os mais velhos, ouvir suas histórias, marido, casa, filhos.  

A lembranças mais forte é da Dona Ema, que morava em frente minha casa. Uma senhora de cabelos brancos, olhos azuis. Mesmo sem ter estudado, era uma pessoa delicada, educada, gentil.

Todo dia ao entardecer ela punha uma cadeira na calçada e ficava vendo as pessoas passarem. Uns indo a igreja, outros ao cinema outros visitar amigos e parentes.

Todos paravam para falar um pouco com ela, contar alguma coisa e eu ao seu lado ouvindo.

Por volta das 21 horas, quando todos estavam voltando, mais um dedinho de prosa, às vezes comentários do filme, resumos do passeio e só então nos recolhíamos.

Sem televisão. Só com as histórias daquele mundo que me parecia tão grande.

Ia dormir, com todas as conversas do dia ecoando nos ouvidos, ajeitando soluções fictícias para os problemas e dores que tinha ouvido, sonhando com bailes e príncipe encantado pra mim, pensando no que eu ainda iria conquistar, descobrindo o mundo, as pessoas.

Percebo que mantenho isso até hoje. Gosto de descobrir histórias e pessoas. Tenho sempre uma idéia para um grave problema que alguém possa ter. Ainda levo soluções (que nem sempre dão certo) e muitos sonhos para cama.

Ah, e durmo como um anjinho.

 

criado por picida_ribeiro    5:32 — Arquivado em: Sem categoria

9/2/07

Primeiras lembranças

Das minhas lembranças  de infância.dos primeiros anos escolares ,as lembranças são vagas,nada que mereça grandes destaques.

Mas como toda infância,acredito, ficam registros bons,dos passeios,das brincadeiras.

Não ficou nenhuma amizade ,não tive assim uma grande melhor amiga”.

Das amigas da escola primária,com quem  eu ia todo dia para escola,ficava na hora do recreio,lembro da Célia Giansante.

Tínhamos a mesma idade,estudávamos na mesma turma,estávamos sempre juntas,mas éramos de mundos tão diferentes.

Eu não percebia essa diferença.Nessa época,em cidades pequenas do interior não se percebia diferenças sócios econonicas.

Os passeios,as escolas,as regras,eram as mesmas para quem tinha e não tinha dinheiro.

E ela na sua inocência infantil,nunca me fez sentir diferente.

Ela era linda parecia e muito com a atriz,Priscila Fantin.

Alta,cabelos longos e lisos,olhos verdes,estudiosa,sempre tirava as melhores notas

Filha única de pai rico.Tímida.

Eu era mais solta,ela ria comigo,se confidenciava comigo.

Era a única amiga que tinha pai que levava e buscava de carro na escola.,mas ela dizia pra ele que preferia voltar andando comigo para irmos conversando.

O Decio,meu marido,um dia morreu de rir quando eu contei a uma diferença que eu notei,e me intrigava é porque a meia tres quartos do uniforme de escola dela era sempre mais branca que a minha.

Caramba,eu via minha mãe lavando,caprichando,deixando de molho,depois de adulta é que saquei: as dela eram sempre meias novas, por isso mais brancas as minhas tinham que durar todo ano letivo.

Mas não havia nisso nenhuma tristeza de minha parte,não me lembro de ter sentido inveja ,nem me sentido menor.

Eu era fascinada por ela.Sua gentileza,sua educação,a naturalidade e simplicidade com que ela lidava com o fato de poder comprar tudo que quisesse.

Sempre com reservas,nunca esnobe.Acho que é o que chamam de “berço”.

 Meu irmão Neto,foi seu primeiro namorado.

Namorinho de adolescente.Depois de algum tempo,então com 13 anos,fomos nos distanciando.Período escolar diferente,ela começou a namorar firme e a gente pouco se via.Não a vejo hámais de trinta anos.

Ela se casou jovem,com o Isaias,um engenheiro bonitão,tiveram filhos e até onde sei,minha  amiga princesa viveu feliz para sempre…

criado por picida_ribeiro    23:43 — Arquivado em: Sem categoria

8/2/07

Amigos

Não entendi, meu blog está em destaque, mas eu escrevo pouco, às vezes só uma vez por semana,… Estou suspeitando que foi a indicação no blog do niltonroberto.blog.terra.com.br

Uma vez, ele comentou no meu blog, que não tem grandes amigos para lembrar, que provavelmente os que têm agora não serão por toda uma vida.

Eu tive alguns amigos que mantive pela vida, vocês vão saber de cada um deles pelo blog, nos momentos certos, outros que a vida acabou por nos separar. Aqueles que eu achei que valia a pena, eu procurei pela telefônica, pela internet, e tive um reencontro de amizade emocionante.

Reveja sua história. Você não teria alguém assim, que valeria tentar reaproximar?

Já houve casos, de amigas de infância e adolescência que no reencontro nada aconteceu. Indiferença total, mudaram elas, mudei eu, mas eu tentei…

Preste atenção nos amigos de agora

Naquele que dá ombro, sorri com você, passeia com você, empresta dinheiro rsrsrs.

Se tiver alguém assim,vá cultivando, é bom, você vai ver…

E verdadeira amizade é reciprocidade. Se você oferecer, terá retorno, daqueles que valem a pena,daqueles que sabem ver a grandeza até de pequenos gestos.

 

criado por picida_ribeiro    23:55 — Arquivado em: Sem categoria
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