DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

3/3/07

Historias de Infancia

 

,No blog alemdos30.blog.terra.com.br,tem um post sobre as invejas infantis,de quem tem mais de 30 anos.

Texto inteligente, bem escrito, me inspirou.

Primeiro, as invejas infantis de quem tem mais de trinta  e de quem tem mais de 50 anos, têm muita coisa em comum.

Tive quase todas aquelas invejas na infância:

Invejei quem usava aparelhos de correção nos dentes:à mim pareciam charmosos, e coisa de quem tinha dinheiro e tinha cuidados extremados.

Braço ou pernas engessados, fora a popularidade das assinaturas no gesso, era coisa de criança ativa, que estava á mil,fazendo algo diferente,estripulias criativas.

Óculos, também era charme, coisas de quem estava “bem de vida” e tinham pais cuidadosos. Lembro me da coleguinha Fátima Posca  que aos 15 anos colocou inseparáveis óculos e eu a achava tão chique,com cara de inteligente.

Meus dentes, por sorte nasceram certinhos, nunca precisei engessar nada, e aos 18 anos graças á uma miopia galopante, descobri que as palavras” usar óculos” e” charme” nunca estão na mesma frase.

Mas tive também doces invejas infantis, daquelas que chamam inveja boa, que é aquela que não se incomoda que o outro tenha, apenas quer ter também.

Já falei das meias brancas do uniforme da minha amiga Célia Giansante sempre tão branquinhas,(claro,ela tinha várias,trocava sempre),os laços de fita branco,obrigatórios, grandes e engomados,os meus eram até bonitinhos,mas pequenos laços,nada que chamasse a atenção.Eu quis muito aquelas maria chiquinhas de elásticos com bolinhas coloridas na ponta.Minha mãe comprou,mas não tinha como eu usar,cabelos curtos e crespos,mas eu tentei muiitooo,esticava tudo que podia, até ficar com olhos puxados feito japonesa,mas nunca deu certo,os cabelos rebeldes insistiam em escapar. Sempre quis ter e nunca pude: uma lancheira de plástico rosa, quadriculada,com uma garrafinha para o suco, que nem tinha a tecnologia de conservar a bebida gelada. Hummm, mas eu achava tão bacana.

E caixa de lápis de cor, com 24 cores, dos grandes.

As minhas sempre foram de 12 e dos pequenos.

Das crianças, cujos pais tinham profissões itinerantes, nunca tive invejinha. Sempre gostei de ser DA cidade, nada de vida cigana.

Tive invejinha de festa de aniversário. Não era comum na época, só algumas privilegiadas, não só por questões financeiras, os pais achavam que dava trabalho, que não era importante.

A primeira festinha de aniversário que vi, foi em Tabatinga, da Silvinha Sgarbi.

Mesa enfeitada, bexigas, guaraná e groselha, chapeuzinho para as crianças, bolo, e a gloria suprema….as velinhas e o” parabéns  pra você”.

As pessoas chegando com os presentes, as crianças dançando e cantando Roberto Carlos em Ritmo de Aventuras,aquele de “Eu sou terrível”,

Nessa primeira festinha, eu tinha uns 8 anos, minha irmã seis, nós não tínhamos sido convidadas,não éramos amiga da aniversariante, mas éramos vizinhas.

Eu achei tudo aquilo tão bonito, que chamei minha irmã para ir comigo espiar.

Estamos escondidinhas olhando, quando a D.Eunice mãe da Silvinha nos viu. Ela era professora do jardim da infância, o que hoje chamam  de pre escola.

Nos convidou para entrar, participar da festa, e nós na maior inocência,fomos felicissimas.

A Silvinha ,aniversariante, tinha a mesma idade que minha irmã.

Desde esse dia, as duas ficaram amigas insepáraveis, por todo o tempo em que moramos em Tabatinga .

E participamos de todas suas festinhas, agora como convidadas, já íntimas da casa.

A amizade com a Silvinha perdeu se no tempo,quando mudamos da cidade, mas ficaram as lembranças, e para mim ficou a situação especial de festas de aniversário.

Adoooro. Curto as minhas até hoje, faço festas para tias, parentes, amigos, sobrinhos,e quem mais vier.E para eu fazer festa, não preciso de dinheiro.Faço como posso, como dá, mas encaro como festa.

Sou um Mackyver Com uma caixinha de gelatina,uma caixinha de bolo ,faço virar festa.

Invejinha infantil, que deixou marcas profundas não???

criado por picida_ribeiro    20:24 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. Eu tinha inveja de festas de aniversário em clube. As minhas eram em casa mesmo. No clube tinha animador, garçons passando servindo guloseimas, dança…
    Também tinha inveja das meninas que tinham a boneca Barbie. Naquela época não tinha no Brasil, só tinha a Suzi. Tinha amigas com pais mais “abonados” que podiam comprar ou trazer de fora a Barbie e todos os seus acessórios, roupinhas, etc. Eu achava a Barbie muito mais bonita do que a Suzi.
    Só tenho filho homem, mas se eu tivesse filhas eu acho que compraria pra elas montes de Barbies com todos os acessórios que elas tem direito…

    Comentário por lucy in the sky — 4 04UTC março 04UTC 2007 @ 11:36

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