21/8/07
O Tempo de cada um
Fim de semana ensolarado, céu azul, temperatura amena. Desses que derruba qualquer tristeza, qualquer depressão.
Dias lindos de nos fazer crer que a vida vale a pena, cada dia, todo dia. E o que a vida nos dá, assim de graça, nem temos o direito de desperdiçar.
Sábado preguiçoso, sem fazer almoço, só um lanche, á noite um risoto de ervilhas frescas e assistimos SABRINA com Audrey Hepburn.
Impossível não lembrar quando vi esse filme pela primeira vez, no cine Brasília, de Tabatinga. Eu devia ter uns 13 anos, e o cinema fez uma temporada com uma promoção ás 5 feiras: Dois filmes pelo preço de um, e numa das quinta feira o primeiro filme foi SABRINA. O segundo não lembro mais, mas Sabrina eu nunca esqueci.
A história romântica, a elegancia da atriz, ficaram na memória para sempre. Há alguns anos atrás, foi feito um remake com o ator Harrison Ford, é bonitinho, mas nada igual. Também há o fato de te-lo visto com olhos de treze anos de idade, o que lhe deu um lugar de destaque na memória afetiva.
No domingo á noite, saímos para tomar sorvete com os sobrinhos Daniel e Gabriel.
E a semana segue, com o Decio tentando entender a cabeça do filho Rodrigo, que aos 30 anos, não sabe o que fazer da vida. Não sabe se fica no Brasil ou na Argentina, não sabe se trabalha com jornalismo ou descobre outra atividade. E nessa dúvida, paralisado, não faz nada. Só fica vendo o tempo passar… Céus, a vida não perdoa, o tempo também não. Isso será cobrado, com certeza. As vezes, acho que ele sabe o que vai fazer, ou pensa que sabe, mas não faz nada para ganhar tempo e na realidade, tempo é o que ele mais perde. E me angustio pela aflição do Decio ao ver o filho assim. Deve ser terrível para um pai, não conseguir perceber nenhuma área de interesse do filho, ver que um filho aos 30 anos, não construiu nada, sequer começou e depende de pai e mãe até para um cigarro.
O que houve com essa geração? Na minha, havia urgência em sair da casa dos pais, estudar, trabalhar e ter o máximo da independencia financeira garantida.
À mim por enquanto, cabe dar apoio e solidariedade ao Decio, e tentar ajuda-lo a descobrir o limite do tempo de espera. O ganhar ou perder TEMPO de cada um.
criado por picida_ribeiro
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