DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

29/6/08

Isso não tem preço

Mês de junho, se encerra com muita festa junina por aqui.
No interior de SP, a tradição continua firme e eu adoro.
Eu estive em uma festa junina, organizada por uma entidade beneficente, com música ao vivo, bandeirinhas, fogueira enorme, quentão, docinhos, queima de fogos, leitoa e frango assados.
Foi divertido, foi a família toda, meus sobrinhos adoraram.
Tive um Dia dos namorados bom. Eu gosto de datas, entro no clima e levo o Décio comigo.
Não costumamos trocar presentes, e nisso, esse ano não foi diferente.
Sem presentes, mas com programa especial.
Mandei e mail, recados no espelho, eu amo mesmo esse cara.
Fomos á uma pizzaria em Itápolis, uma cidade vizinha, que tem um clima bem legal.
Tinha música ao vivo, romântica e boa, decoração super transada com pequenos balões em forma de coraçõezinhos, velas nas mesas, meia luz.
Flores e sabonetes em forma de coração tomamos um drink, comemos uma pizza.
A melhor parte? Quando ele me abraçou apertado, me beijou, falou que me ama, que não saberia viver sem mim. “Isso não tem preço”.
Tenho trabalhado bastante, e adorando os resultados, tanto para a empresa, como para mim em particular.
Sabe o que é aos 52 anos, você entrar na fase de querer mostrar serviço?
Pensei que não fosse mais viver essa sensação, e acho muito estimulante. Acredito mesmo no trabalho que estou fazendo e na minha idade e “Isso não tem preço”.
Emagreci quatro kgs, mas já faz duas semanas que ponteiro não se altera, preciso começar a exercitar, ou caminhar, para ajudar a queima das calorias, mas pelo menos estou tentando pra valer a tal da alimentação saudável. Arghhh!!!
Nessa semana, morreu aos 56 anos a cantora Silvinha Araújo. Queeemmm?
Pois é, uma cantora da turma da “Jovem Guarda”, provavelmente a melhor delas, começou a carreira menina ainda aos 16 anos, fez dois sucessos que eu cantei a plenos pulmões, com todo entusiasmo de meus 12/13 anos em Tabatinga, logo depois se casou com Eduardo Araujo, então um grande ídolo, e juntos ficaram para sempre. Mas ela sempre foi uma grande voz, gravou muitos jingles, fez shows de jazz em casas noturnas de SP, tinha voz de travesseiro, e nunca perdeu a cara de garotinha. Há uns dois anos atrás, eu estava no Bom Retiro, na loja Equus,e ela estava lá com a filha. Ficamos por muito tempo, uma ao lado da outra, eu só observando suas conversas, e lembrando os meus tempos de criança e fã. A gente nunca deixa de ser fã.
Muda os gostos, os estilos, mas de quem você foi fã, sempre será . Fã do artista que um dia gostou, ao que o artista foi num determinado momento de sua vida.
Há de ter dos de 30 anos, que foram fãs da Xuxa, Simony, e num breve futuro, teremos os fãs saudosistas de Sandy e Jr.
Na maturidade, poucos assumirão. Pena. Eu fui fã da Silvinha, lamento sua morte prematura.
Sábado passado, teve um show raro em Ibitinga, uma vez que quase nunca acontece nada por aqui.
Show do Fábio Jr, banda completa.
Quer saber? Eu gosto do Fabio Jr. Atire a primeira pedra quem não tiver pecado.
Foi um show caro para os padrões de cidade do interior, R$150,00 por pessoa, mas acho que valeu a pena.
Foi num clube de campo, muito bem organizado, lugares marcados, a banda era muito boa, e o coral era composto por cinco negros afinados e bonitões.
O repertório foi de seus maiores sucessos, minha preferida é “Pai”, e sucesso de outros compositores como Gonzaguinha, Raul Seixas, Tim Maia, Renato Teixeira, até Ana Carolina.
Fui com o Decio e minha irmã Liliana.
Como era um grande evento na cidade, compramos roupa nova, caprichamos no cabelo, na maquilagem.
E quando ele entrou no palco, me peguei toda feliz, em pé, batendo palmas e gritando :Lindo!!!
Ele continua um gatão, cara de gostoso.
Foi todo tempo, simpático e educado com a platéia repleta e cinqüentonas felizes, com os hormônios em ordem, ou desordem.
Não deixa de ser interessante observar as mulheres de cinqüenta dos dias de hoje.
Elas estavam ali, a maioria acompanhada dos maridos. Elegantes, jovens, bonitas, alegres e vaidosas, vendo o provável ídolo da juventude, ele também beirando os 60 anos, igualmente inteiro, no visual e trabalhando, produzindo.
Uma geração com mais de 50 anos, cheia de vida.
Com a sabedoria necessária para usufruir tudo de bom que a vida pode dar, mesmo nas coisas mais simples.
Isso também não tem preço.
criado por picida_ribeiro    0:17 — Arquivado em: Sem categoria

11/6/08

UMA HISTORIA DE AMOR

Romântica de primeira grandeza que sou, no mês do Dia dos Namorados, escreveria sobre o amor.
Achei que seria uma grande oportunidade de mostrar aquilo que em acredito muito, que é a existência de vida feliz depois do casamento. Decidi que escreveria sobre um casal.
Um casal que fosse especial, formado por pessoas e histórias especiais.
Nem precisei de tempo para escolher.
Eles já estavam escolhidos por mim, como foram escolhidos pelo destino, para um dia, através de caminhos meio tortuosos, se encontrarem, e juntos seguirem por toda vida.
Ela eu conheci quando vim morar em Ibitinga, 1971.
Idades e turmas diferentes, não tivemos oportunidade de ficarmos amigas, mas sempre achei-a muito bonita, delicada e elegante.
Quanto á ele, nessa época, já estudava fora, eu tenho apenas vagas lembranças.

Eu ainda morava em SP, quando eles foram á Londres, e meu irmão José Luiz, conheceu-os, se encantou com a simpatia do casal e falou-me sobre eles.
E ao voltar á morar aqui, pude constatar isso de perto.
Saber e falar da gentileza e educação dos dois, não é privilégio meu.
Na cidade toda, quem os conhece, têm a mesma opinião, sem exageros.
Profissionais dedicados e competentes recebem de todos o reconhecimento merecido.
Filhos criados, netos chegando, continuam namorando.
Mantêm amigos, trabalham, passeiam. Mesmo quem só os acompanha á distância, percebe a interação desse casal que realmente vive a vida juntos.
E nessa interação, foram construindo sua história, mudando suas vidas, e porque não, dando exemplo e esperança de que o amor existe e pode durar. Que ele pode ser calmo e tranqüilo. Seguro.
Mostrando que quando há amor e amizade, o namoro no casamento pode ser para sempre.
Mostrando a felicidade da rara oportunidade da vida de encontrar a pessoa certa, na hora certa.
Contrariando alguns poetas que insistem em falar grandeza e as emoções do primeiro e único amor, eles estão aí para provar, para mostrar que o conta mesmo, é encontrar o amor.
Mais maduro, mais sábio, amigo. Verdadeiro.
Em todos os relacionamentos há os momentos de turbulência, acredito que até possam ter tido os seus. Quem não tem? Se houveram e foram superados, provavelmente deles saíram inteiros e engrandecidos.
Estão aí felizes, bonitos, com a disposição de uma juventude que só a verdadeira felicidade pode dar, com o brilho nos olhos de quem, como diz o poeta, vive a paz do seu no amor.
Com encanto que a vida dá para quem nunca caminha sozinho, o encanto de seguir sempre em frente.
Com muito a viver, desfrutar e conquistar. Sempre juntos
Grandes Ibitinguenses, grandes nomes, grande história, grande amor.

TEXTO PUBLICADO REVISTA MULTIVISÃO JUN/2008

criado por picida_ribeiro    18:57 — Arquivado em: Sem categoria

9/6/08

Perguntas e Respostas

Conversar com o JR, irmão do Decio, sempre é muito interessante, ao mesmo tempo é divertido.
Porque ele é uma pessoa especial, e qualquer dia desses, falo mais sobre ele, mas hoje ficam as perguntas que ele me fez, assim, casualmente, durante nossas conversas.
Perguntas simples, pertinentes, que me fizeram titubear nas respostas.
Não conseguí responder de imediato.
Sabe quando alguém faz uma pergunta e te acerta?
Falando sobre como ele gostava de viajar, descobrir coisas novas, mundos novos, concluiu, dizendo que descobrir o NOVO era o que mais gostava da vida.

1. “E você, Picida, o que você mais gosta da vida?”
Tempo para pensar…
Resposta: o que mais gosto, são PESSOAS.
Os seres humanos, suas vidas, suas histórias e vou me explicando…

Ele observa: “Então, você deve adorar ler biografias”.
Verdade adoro. È o que mais me fascina na vida. Saber das histórias passa-las para adiante, comentá-las, rememorá-las. Pessoas. Suas vidas.
Vendo meu entusiasmo em falar sobre os últimos CDs que eu havia comprado (Marvin Gaye, Nat King Cole, Jhonny Mathis, Jhonny Rivers, e tantos outros contemporâneos), fingiu um certo interesse, e perguntou:

2. “Picida, qual foi a última música que você decorou?
Qual é a música mais recente que você sabe cantar inteira, não vale regravações?”.
Engasguei. Qual mesmo???
Noossa! Adriana Calcanhoto cantando “Devolva-me” da Jovem Guarda não vale e até essa regravação está antiga.
Tive que forçar a memória e o máximo que consegui, foi cantarolar Ivete Sangalo, “Se eu não te amasse tanto assim” que não é assim, digamos, um lançamento.
Noossa! Os Tribalistas também não vale, já está antigo, e eu só decorei porque a minha amiga Rosana ouvia toda hora .
Preciso rever algumas coisas. Essa dificuldade em colocar o novo na minha vida é meio esquisito, essa história de exaltar o passado pode estar meio fora de lugar.
Acho que vou decorar O Creu.rsrs !!!!!
Quando, empolgada, eu relembrei dos tempos que morei em SP, dos tempos que morei em Bragança Paulista, ele sacou da pergunta :

3.“E de agora, do que você vai ter saudades?”
Hããã… Como assim??? Porque é muito importante essa resposta, diz tudo sobre o que você acha da vida que vive agora.

Primeiro, pensei que não teria nada para ter saudades, e vi que se isso fôr uma verdade, eu estaria desperdiçando a vida .
Preciso rever posições. Preciso reavaliar situações.
Não é beeem assim…
Eu não estou recomeçando minha vida profissional, agora aos 52 anos?
Não estou com vida financeira equilibrada?
Não me sinto feliz?
Tenho minha família, um amor, meus cães, tanta coisa boa.
Preciso parar de pensar que só SP pode ser bom, que por ter voltado para cá, fracassei.
Preciso encontrar o caminho para lidar com isso.
Viver minha vida,
Criar minha história,
Valorizando o passado, sem esquecer o presente, que ele é o que vou ter para contar amanhã.

criado por picida_ribeiro    10:49 — Arquivado em: Sem categoria

2/6/08

O filho mais velho do LULA

Dia 29/05- quinta feira, o Neto meu irmão, fez 54 anos.
Enxutérrimo, elegante, vaidoso.
Ele se cuida. Da cabeça. Do corpo. Da alma.
Sobre ele, sua vida, sua história, NOSSA história, eu poderia não apenas escrever um post, e sim um livro.
È isso aí. A história da vida do Neto poderia virar um livro. Um dia eu conto.
Na quinta feira ele viajou para Ribeirão Preto, e comemorou o aniversário com a esposa e os filhos. Saída estratégica para não fazer festa. Sim, porque como ele tem muitos amigos, não dá para fazer reuniãozinha íntima.
No domingo, almoçamos junto a  mãe, cunhados, sobrinhos, tias, os mais que amigos BIAZI com direito á bolo.
E um bom vinho tinto, porque por aqui fazia um raro friozinho.
Como tenho uma ligação afetiva muito forte com meus irmãos, preciso distanciar-me um pouco para analisar o Neto da maneira mais imparcial possível, e fazendo assim, o que vejo é um batalhador, que venceu sozinho, por competência e sorte (porque não?), mas que vive a vida centrada em família e amizade.
Carrega sua história. E isso valoriza sua vitória, suas conquistas.
Para hoje poder fazer uma avaliação assim, tive até que fazer terapia, para entender a mudança de seu estilo de vida, ver a distancia que às vezes nossas vidas nos impõem, mas perceber que continuamos amigos e irmãos.
E avaliando tudo isso, vendo seu jeito de lidar com as pessoas, esquecendo mágoas, guardando para sempre as gratidões, penso muito no meu pai.
Ele morreu há 10 anos, quando o Neto, ainda estava construindo sua casa.
Ele assistiu o começo da carreira bem sucedida de seu filho mais velho, estava feliz, orgulhoso, somava , avaliava, mas não imaginava que seu filho chegaria aonde chegou, sem esquecer a família que tem.
Ele merecia ter visto. Emociono-me só em pensar no orgulho que meu pai sentiria. Por enquanto fico eu de “irmã Coruja” vendo e aplaudindo por mim, e por meu pai.
Orgulhosa, não por tudo que ele tem, mas muito pelo que ele é.
Honesto, justo, generoso.
Não perfeito, claro, mas buscando sempre acertar, buscando sempre aprender, melhorar, crescer.
E assim é meu irmão. O filho mais velho de Lula.

(Nota: Lula é nosso pai, muito antes de existir o Lula Presidente. Em comum, alem do apelido, a falta do dedo. Outra história para um dia desses)

criado por picida_ribeiro    12:07 — Arquivado em: Sem categoria
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