30/7/08
Adeus ao primeiro semestre
E lá vamos nós para o segundo semestre. E depois de agosto, para mim já é fim de ano.
E a conversa que o tempo está passando cada vez mais rápido é a maior verdade.
No primeiro final de semana de julho, eu e o Décio, fomos á SP conhecer o apto do Rodrigo, seu filho.
A mãe dele que alugou, ajeitou tudo, no bairro do Morumbi.
Mas dizer que mora no Morumbi, é demais para um revolucionário barbudo, fã de Fidel Castro.
Ele diz que mora na Vila Sônia. Deve ter uma linha imaginária separando os dois bairros, para que ele não se sinta culpado, para que não sinta traindo seus ideais, mas, ele que me desculpe, mas ali é Morumbi sim.
Descobri que ele mora num lugar, onde não dá para eu “dar um pulinho” no Brás, Bom Retiro, 25 de Março, então, nem pensar.
Descobri também que não dá para dar “um pulinho” ao supermercado, ou padaria, para comprar alguma coisa que ficou faltando.
Fomos á Padaria do Bairro, buscar umas cervejas, a mais em conta era 3,80, paõzinho, então…
Um horror! Quase me quebra!
Mas ele está legal, nos recebeu bem, preparou Rondelli para o jantar, e café da manhã completo para o dia seguinte.
Não visitamos ninguém, só demos uma passeada pelo Shopping Morumbi.
Eu e o Decio jantamos numa churrascaria na Av Angélica das do tipo boa comida bom preço.
Depois fomos para Bragança Paulista, há 60 km de SP .
O Décio participou de uma corrida de 10 km lá.
Ele é novato no assunto, mas tem se saído muito bem.
E participar da corrida em Bragança Paulista foi um pretexto para rever a cidade e os amigos Sandra e Rogério.
Bragança Paulista faz parte de uma fase importante da minha vida.
A cidade, na montanha, paisagem linda, céu sempre azul, clima ótimo, sol radiante o dia todo, mas brisa leve, nunca calor escaldante, e á noite um friozinho bom, e gostoso.
E ainda por cima, 40 minutos de SP.
Eu realizava um dos meus maiores sonhos: vida tranqüila de cidade de interior, trabalhando com vendas na área de moda, viajando diáriamente mas nunca cansada, e sim feliz. Eu adorava

Rever Bragança, é sentir muito forte a ausência do meu pai.
Ali ele passou os piores e os melhores momentos de sua vida.
Enquanto fazia hemodiálise, o que era torturante, ele descobria a vida, sua beleza, seu encanto.
Fez amigos, passeou, viveu bem.
No segundo final de semana de julho, recebemos a visita da Sandrinha e seu filho Vitor de 11 anos.
A Sandrinha é uma grande amiga, que eu não via á anos, ela mora no interior de Minas, e por diferentes histórias, não pudemos nos ver, mas mantivemos contato, mantivemos a amizade intacta, firme e forte.
O reencontro foi tão interessante, que ela está pensando em se mudar para cá.
Na semana seguinte, enfrentei clima de tensão, por conta da viagem dos meus sobrinhos para ver o pai.
Não sou ignorante e tampouco insensível á ponto de achar que eles não deveriam fazer isso.
Não é essa a questão. A grande questão é a maneira como minha irmã me trata.
Nem um sinal de gratidão, pelo contrário, qualquer ajuda é considerada intromissão, e talvez seja, preciso rever meus conceitos… Mas ando triste, uma sensação de muito tempo, muito amor, por nada, nada.
Domingo o Decio enfrentou outra corrida 10 km, dessa vez em Ribeirão Preto, organizada pela Track Field.
Ele alcançou excelente resultado, foi quarto colocado na sua categoria, haviam 200, e foi 240 no geral, de cerca de 1000 concorrentes.
Tem valido a pena vê-lo nessa fase de conquista pessoal, com 59 anos, se superando.
Aliás, todos que ali estão têm sua história de superação.
Acredito que para muitos que ali estão, concluir a corrida já é vitória.
Me emociono com ele, por ele.
Me emociono com nossa vida, nossa história, nossas batalhas e superação.
Transpondo obstáculos, insistindo na estrada, e alcançando as metas.
criado por picida_ribeiro
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