10/9/08
NO TOPO DO MUNDO
Esse grande ibitinguense, eu conheci criança.
E entre risos e sorrisos ouvia seus pais falarem da paixão que ele tinha pela música “O Menino da Porteira”, quando a musica sertaneja ainda era restrita aos que moravam na roça e ouviam o programa de rádio do Coitelo.
Ele já era diferente. Ouvia a musica mil vezes por dia, todos os dias, seus pais ao mesmo tempo em que já se cansavam da música, achavam divertido, e inusitado
Na ocasião, Sergio Reis veio se apresentar num circo aqui em Ibitinga, e lá foi Dr Carmelo seu pai, levá-lo para assistir. O Rodrigo fez questão. Ele pediu um disco com a musica, ouvia muito…
Com um detalhe: toda vez que a musica estava caminhando para seu final, ele dizia entre lágrimas “pai, o menino vai morrer”.
Ele devia ter uns 5 anos. Já era diferente. Sentimentos e emoções mais fortes.
E então, vejo-o escalando montanhas, o que já seria um esporte arrojado, diferente, mas não para ele. Não era escalar montanhas, divertir-se e ponto.
Era vencer limites, desafios.
Ainda menino descobriu o sabor das aventuras, cachoeiras, natureza, e passeios em Brotas.
Estudou e formou se pela Unicamp em Ciências da Computação. O menino das aventuras, emoções formou se em Ciências Exatas .
E escalou montanhas, bateu recordes, derrubou barreiras.
E com a resiliência pertinentes aos atletas olímpicos, atingiu o Everest, a maior montanha do mundo.
Para quem consegue só enxergar o feito como aventura, loucura até, vale destacar o que se faz necessário para realizar algo assim.
Primeiro, há que se ter muita coragem, um pouco de loucura também, porque não?
Mas, antes de tudo, e mais que tudo, há que se ter obstinação, organização, empenho, tudo isso e muito mais, numa dose extra que só os grandes vencedores têm.
Suas conquistas o levaram para manchetes dos principais jornais, revistas e programas de TV.
Suas conquistas o levaram á alegria de lugares nunca alcançados, e conheceu a dor infinita da perda do grande amigo Vitor Negrete, companheiro de jornadas, tentando realizar seus sonhos, concretizar seus planos.
Ele se mantem o homem tímido, sempre pé no chão, por mais alto que esse chão esteja.
Cabeça com idéias centradas, por mais que a cabeça alcance as nuvens.
Com pessoas assim, nunca sabemos o limite, o desafio será sempre constante, com metas estipuladas e riscos calculados.
Desafios e riscos que tiveram que tornar seus pais mais fortes, desafios e riscos que fizeram dele vencedor.
Eu imagino que seus pais o preferiam vê-lo sempre aqui embaixo, mas imagino também que sabem que sentem, que ele tem algo a mais, que ele quer mais.
Pergunto-me para alguém assim, qual o ponto de chegada? Qual o limite? Se o limite for esse que vimos, já é o máximo.
Ele saberá a hora de parar, o lugar onde chegar.
Para ele o gosto de sonhos alcançados, para nós Ibitinguenses, o orgulho de um conterrâneo, que foi longe, que foi alto.
E como no anúncio da Escola de Idiomas Wizard, onde ele aparece com o amigo e companheiro Eduardo Keppke chegando em 25 maio de 2008 no alto do Monte Everest dou “Parabéns aos alpinistas Rodrigo Raineri e Eduardo Keppke por esta conquista. Eles acreditaram em si mesmos, acreditaram em seu sonho e alcançaram o topo do mundo.”
Texto Publicado na revista Multivisão 09/2008
criado por picida_ribeiro
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