6/4/09
OS CHAVÕES E SUAS VERDADES
Nunca fiquei tanto tempo afastada do meu blog.
Compromissos e problemas financeiros, afetivos, emocionais, familiares ufa!
Mas como puderam ver, nenhum problema de saúde…
Então estamos aqui, de novo, superando um a um.
E nesses momentos dificeis aos 52 anos, descubro força e energia que pensei não existirem mais. E elas estão aqui, presentes, batendo no peito e dizendo :
“e aí? Quer mais alguma coisa?”
Por que se quiser, vai levar. Tenho para dar.
Interessante.
È o velho chavão :
“tudo tem dois lados, e de coisas ruins, podem surgir coisas boas.”
E o que tem de bom, em ter problemas? Conseguir enfrentá-los.
Só de não ignorá-los, não colocá-los embaixo do tapete, já é alguma vantagem.
A força para lutar e sonhar.
A força de mantermos crescentes esperanças.
A força que nos alerta o aprendizado e de tudo nos dá uma lição.
E cada lição, nos faz melhor, a vida melhor.
Outro chavão?
Mas, tão verdade.
Li, encantada, na revista Veja de 25/03/2009 um artigo sábio da Lia Luft sobre “A mentirosa Liberdade”, e em resumo ela fala da nossa tão aclamada liberdade de escolha, mas quando na verdade somos conduzidos pela propaganda e estilo de vida ao consumo.
Que nossa alegria, diante de tanta tensão, nos escapa.
E vamos medicando as sensações e sentimentos. A pressão, a gordura, fadiga, insônia, sono, depressão e euforia, Viagra para libido.
A cobrança de sempre estar jovem, de sempre ter que aparentar menos idade. O que há de errado em envelhecer?
Só envelhece quem está vivo.
E no artigo ela diz, que as vezes corremos atrás de coisas que nem mesmo queremos de verdade.
È só para dizer para nós mesmos que também temos que também podemos.
Viagens, carros, casas, computadores, celulares.
Ela então fala da real possibilidade de é que possível estar contente, estar bem, sem grandes conquistas, sem grandes belezas, sem grandes poderes.
Que a verdadeira liberdade de escolha é viver a vida e descobrir o que a gente gostaria de ter feito.
Fazer planos depois dos 40, 50, anos.
Aparentar um pouco menos de idade, até que é bom, disfarçar os cabelos brancos, cremes e maquiagem, roupa e sapato novo de vez em quando.
Manter a qualidade de vida, só por você, sem respostas a cobranças sociais.
Porque sua idade real, verdadeira, vai estar sempre no espírito, na cabeça, nas idéias.
Outro chavão.
Outra verdade.
A real idade, a real vontade, a alegria e disposição para viver o bom e ruim da vida, está no olhar.No brilho dos olhos.
Outro chavão?
Outra verdade. Nos meus olhos, aos 52 anos, a vida brilha, faísca.
Sem chavão.
Só verdade.
criado por picida_ribeiro
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