8/5/09
FINAL FELIZ…ENQUANTO DURA
Meu atual trabalho é em mercado financeiro, e nessa área a coisa anda brava, e levando se em conta que a empresa é do meu irmão, a dedicação para os melhores resultados, é total!
È matar um leão por dia. De bom, têm que apesar de muitos contratempos, vejo muitas possibilidades, as coisas caminham melhor, eu e minha irmã, que também está nessa parceria, estamos redescobrindo forças e valores profissionais já esquecidos, mas que agora estão mais fortes que nunca.
Outra coisa boa disso tudo, é que ajuda a passar o tempo e não pensar tanto no Décio.
Não pensar tanto… diferente de não pensar nada.
Penso nele. E ontem os pensamentos iam para direções diversas.
Houve a tendência de pensar coisas ruins. Não eram muitas, nem tão importantes, mas haviam, claro.
Acho que quando há uma separação, quem está sendo dispensado, tem duas opções : primeiro: ficar com raiva, procurar os defeitos, ver os erros, e qualquer que tenha sido a maneira da dispensa, sempre achar que poderia ter sido diferente, sempre pensar que haveria uma outra forma, que não foi do jeito mais certo, do jeito mais justo.
Comecei á ver com mais clareza o exato momento em que ele fez o “comunicado”. Ele havia chegado de viagem e dormido no outro quarto.
Encontramos nos pela manhã na cozinha. Ele disse direto, calmo, objetivo: “Precisamos falar sobre a separação . Não quero mais ficar em Ibitinga. (Nem mencionou a possibilidade de eu ir. Eu não iria, mas não convidou) Não vou levar nada daqui, vou morar com meu irmão, até me ajeitar. Vou embora amanhã”. Foi melhor forma? Foi justo? Existe a melhor maneira?
Segunda opção do Dispensado: ficar lembrando e relembrando os bons momentos, as coisas boas, a musica, comida, conversas, filmes, amigos, passeios, família, sei lá, uma série de coisas boas que passarão a ser vistas como perdas. E perdas das mais doloridas.
Se ficar nessa, não se cura nunca.
Se acrescentar uma dose de culpa: eu devia ter feito isso, aquilo, ou então não devia ter feito, aí, então endoidece.
Mantenho os amigos de sempre e mais alguns que conquistei há pouco, que se assustam com a noticia, mas dão força, não julgam e dão o tempo de luto que pedi.
Mantenho a família, grande alicerce para toda e qualquer construção.
Meu irmão, Neto, emprestou um livro, romance, de uma escritora americana, chamado “ Casa de Vidro”.
Cheia de interesse, vou começar a ler, motivada pelo subtítulo “ A HISTÓRIA DE UMA FAMILIA QUE APRENDEU A CRIAR FINAIS FELIZES”.
Embora, hoje eu esteja vivendo um Chico Buarque: “Oh! Metade de mim. Oh! Metade amputada de mim… Saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu…”, acredito em FINAIS FELIZES…enquanto duram.
Aí ,começa outra história
criado por picida_ribeiro
15:28 — Arquivado em: 
