8/8/09
MUDANÇAS
Mudanças.
Primeiro: A Mudança de casa.
Céus! Depois de oito anos morando numa mesma casa, juntar as coisas, levar á um outro lugar, fazer encaixar, ficar com sua cara, dá um trabalho danado. È um transtorno, especialmente para alguém como eu, que odeia mudanças.Geralmente, quando me instalo num lugar, e coloco uma cadeira, um vaso que seja , num determinado lugar, lá ele ficará para sempre. Lá é seu lugar. Não mudo mais. Sempre me espanto, com as pessoas que mudam seus móveis de lugar á cada temporada.
Não consigo fazer isso. Nunca gostei disso.
E assim faço meu ninho.
Mas achei bom mudar, acho que eu precisava mudar de casa. Sacudir poeiras, desarrumar gavetas, mudar tudo de lugar, rever as coisas com um novo olhar. Eu e o Decio precisávamos de novos ares.
A nova casa tem o mesmo padrão da anterior, quase o mesmo tamanho, mas o bairro é mais interessante
Como não dirijo, dependia muito do Decio para ir as compras, agora posso encontrar por aqui, quase tudo que preciso.
È perto da loja da minha irmã, com supermercados, farmácias, maiores possibilidades.
Não recebi ninguém em casa, porque estamos fazendo tudo bem devagar: uma coisa de cada vez, sem canseiras e sem stress.
Mas está ficando legal, com uma cara mais leve, mais moderna mesmo.
Outra importante mudança foi de sentimentos.
Nesse período, fui invadida por um turbilhão de sentimentos.
Os que se firmaram, os que se foram, os que se transformaram.
Não pensem que um marido de longa data, vai embora assim, quase do nada, de repente, não mais que de repente, e volta depois de 40 dias, e é como se nada tivesse acontecido.
Não dá para ignorar ou esquecer uma coisa dessas.
Houve o impacto, uma ruptura.
Aí, como existe o amor, a gente junta os cacos.
Quase uma super Blonder. Colando com cuidado para deixar mínimas marcas possíveis. Míninas, mas existentes.
Eu compreendi os sentimentos do Decio na ida e na volta, mas ainda não esqueci o momento em que se foi.
Eu disse á ele, que fiquei tão passada por ele ter sido capaz de ir, que ainda não consegui assimilar e desfrutar a volta.
À princípio, ficou uma coisa meio estranha.
Mágoas, ressentimentos, pouca conversa.
Só agora, estamos voltando a ser os companheiros de sempre. Só agora, estamos resgatando os sentimentos, a alegria de estarmos juntos.
Eu passei esse tempo todo afastada dos amigos, sem vontade de ver e falar com ninguem
Agora, já estou com saudades.
Vou mandar e mail e ligar para todo mundo.!!!
E falando em saudades, tenho sentido muita falta da Tia Vera.
Faz dois anos que ela morreu aos 55 anos, aparentando nem 40.
È a velha e verdadeira história de darmos o valor exato para a pessoa, quando ela não está mais conosco.
Não que eu não soubesse da importância, do meu bem querer. Sabia. Mas não sabia que era tanto.
Eu tive a sorte de ter podido escrever no blog sobre o que eu sentia por ela três meses antes dela morrer. Ela leu, me respondeu.
Mas hoje, vejo que ela não era uma Tia qualquer para mim, se bem que acho que não existe “Tia qualquer”.
Mas nossa história era especial. A proximidade de idade, fez nossas histórias caminharem juntas, então, fica mais difícil, quando revejo qualquer pedaço da minha vida, ela está lá.
Meu irmão, Neto, dois anos mais novo que ela, me disse recentemente, que sua vida nunca mais foi a mesma sem ela. Falou carregado de dor, de verdade.
È exatamente assim.
Nesses tempos de homenagens á Roberto Carlos, pensei muito nela, maior fã, no aniversário da Tia Cleide também lembrei muito dela, que vinha sempre para cá ajudar na festa e se divertia muito com as trapalhadas e imprevistos de uma festa que por tradição, dura um dia todo, quando não, dois.
Ela ria muito, e ficava feliz. Hoje vejo que fazia feliz.
Mudanças de idéias. Embora eu tenha conseguido manter boas e sinceras amizades, tenho questionado muito a existência da verdadeira amizade, nos dias de hoje, quando os maiores valores, passaram a ser os valores materiais.
Talvez, em uma cidade pequena, as coisas devessem ser diferentes.
Numa cidade pequena, onde as pessoas se conhecem uma vida toda, cresceram juntas, os sentimentos devessem ser o mais importante.
Mas ao menos por aqui, é o “melhor amigo” aquele que tiver grana, enquanto ele tiver.
Aqui, as cobranças, sobre carros, roupas, luxos e aparências, são maiores.
Em cidades pequenas, tem como saber, acompanhar a vida alheia, e alias, tem tempo para isso também.
E vi casos escandalosos, quando entrou dinheiro na jogada, a amizade, ou solidariedade passaram ao longe.
O que é ser verdadeiro amigo? Qual é a verdadeira amizade?
Ela existe? È para sempre? Hummm… sei não..
Solidariedade? Gratidão? Hummm… sei não…
Mas enfim, resolvi mudar o que eu tinha mudado!!!
Vou retomar minha vida, meu trabalho, meu amores, meus amigos, aqueles que sei que são, e sei quem são!!!
Mudança de atitudes, enfim. Vamos lá
Mudanças sugeridas: Ouvir a musica “Mudança” da Vanusa.
Dê uma espiada. Juro que é boa.
criado por picida_ribeiro
18:54 — Arquivado em: 

Bom você ter tido a oportunidade de demonstrar seus sentimentos pela tia Vera. Qual a utilidade de homenagens pós-morte?
Beijo e boa sorte,
Tati.
Comentário por Tatiana — 9 09UTC agosto 09UTC 2009 @ 21:44
Picida, muitas felicidades na sua nova casa.
Agora entendo seu sumiço. Mudança não é mole não!
Beijos.
Comentário por lucy in the sky — 13 13UTC agosto 13UTC 2009 @ 12:44
Como você deve ter percebido no meu post, eu não gosto de mudanças…demoro para acostumar. Tendo a rejeitar as transformações…Reluto até o último momento…
Mas no seu caso, acho que é importante mesmo a mudança. Que os novos ares renovem a vida!!
bjs
Comentário por Karen — 14 14UTC agosto 14UTC 2009 @ 16:04
Ué..comentei e sumiu,,,,
De novo . Se não for desito…
Como você deve ter percebido no meu post, eu não gosto de mudanças…demoro para acostumar. Tendo a rejeitar as transformações…Reluto até o último momento…
Mas no seu caso, acho que é importante mesmo a mudança. Que os novos ares renovem a vida!!
bjs
Comentário por Karen — 14 14UTC agosto 14UTC 2009 @ 16:05
Nossa, que legal. Nessa fase de reconstrução, é como começar do zero (vá lá, do 15).
No antigo lar cada cantinho tem uma lembrança. Ao romper com isso vocês terão a chance de demarcar novos territórios.
Gostei da idéia e a copiaria, caso voltasse com meu ex.
Beijos.
Lucia
Comentário por Lucia Salata — 19 19UTC agosto 19UTC 2009 @ 11:46