DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

28/10/09

CLÁSSICO E TRADICIONAL

Pedi aos autores de meus blogs favoritos que escrevessem sobre o que consideram clássico e tradicional nos dias de hoje e o que consideram que o serão amanhã. Publicarei por ordem de "chegada"

O Silvio, o blog  MERIDIANO SANGRENTO O FEZ DE FORMA LÚCIDA E PROFUNDA, COMO É DE SEU FEITIO.

Utopia de um homem que está cansado
 
By Meridiano Sangrento
 
Vivemos o tempo dos fenômenos anabolizados pela Internet, uma era torpedeada via Google. Novos Michaels estão sendo gestados em fábricas de fundo de quintal. Só não serão melhores, que o péssimo original, pois estrelas precisam de lendas e mitos pessoais para os engrandecer e isso demanda tempo. Tempo é o que não temos hoje. Vivemos para ser bombardeado pela próxima grande atração que durará o suficiente até que outra a supere. E assim ocorre uma substituição sem fim, numa redundância sufocante. Como músicas que baixamos aos montes e nem nos damos ao trabalho de prestar atenção de verdade, pois sempre tem uma novidade novinha em folha clamando por atenção. A voracidade e o péssimo gosto dos fregueses de novidades impressiona. Se é para ficar linkado em algo, que seja sempre aquele que se expõe mais e se joga sem medo: uma princesa Diana entre ferros retorcidos; um Bush desviando de sapatos. Nosso desejo pelo volátil é imenso. Adoramos vozes belas em invólucros esquisitos, é contra tudo o que crescemos vendo, e é o novo da estação que nós sempre queremos. Sendo estação o sucesso do dia, quiçá, da semana. Balões prateados flutuando ao encontro dos nossos desejos (ou os desejos da mídia e dos seus vampiros).       
 
Mas sempre existirá os rebeldes. Sorrio para esses minúsculos agrupamentos de plantão. Nossos neo-hippies-passadistas. Sempre teremos em meio a toda unanimidade, focos de resistência inermes. Niilistas de fachada, fingindo ser contra tudo e todos. Nada mais fake que grupelhos que usam cabelos mau penteados propositadamente; tatuagens; a roupa que não está na moda; a camiseta do Che. Novos bandos para substituir os de antes: punks, góticos, hippies, nerds, indies, metaleiros. São a resistência ao irreversível. São os anti-tudo da nova era. Abandonados no seu córner, sem adversário para lutar: quem liga pra eles?. "Não, eu não tenho orkut, nem facebook, e odeio msn", significa dizer como em um ontem não tão longínquo: "eu odeio a sociedade, por isso moramos aqui, nessa comunidade, integrados com a natureza, livres da opressão do sistema". Bela inutilidade. 
 
O mundo dá mais voltas que conseguimos acompanhar. Celular sem bateria; um dia sem msn; uns minutos sem trocar e-mails ou torpedos; impossibilidade de baixar mp3s; melhor o Inferno de Dante, diriam não só os jovens, mas também as crianças, os de meia-idade; os idosos. Como imaginar a vida sem internet? Minha mãe esperando na janela meu pai chegar, enquanto cuidava das roupas, dos filhos pequenos, matava uma galinha, arrancava uma cenoura do chão. Minha mãe não conheceu a internet, feliz dela? Creio que não. Imagino ela hoje, ainda esperando meu pai chegar, conversando com seus filhos e netos em São Paulo, com seus filhos e netos em Cuiabá, com seus filhos, netos, bisnetos, irmãs em Campo Grande, ela, com certeza, se sentiria bem mais completa se tivesse tido a oportunidade de algo tão futurista.
 
Uma vida bucólica como era da minha mãe, será, num futuro próximo, um grande hit. Fazendas ecológicas, em que o contato com a natureza, liberdade, vagarosidade, será o tradicional em voga. Serão as sacristias da modernidade galopante. Templos em que se oficiará as novas missas. Computadores ultra-high-techs, laptops mega-powers, celulares-câmeras 24 horas online, mp20, tudo desligado. Rede, só as que dormirão sonos reparadores os visitantes ilustres, ou melhor, os viciados da modernidade, ou seja, quase todo mundo.
 
Outra tradição de um futuro próximo será o se doar. Ser ou estar em ONGs fará toda a diferença. Dos bagres mandis do rio Paraguai aos moradores do mangue da Polinésia. Das Genis dos becos ou as de luxo às pessoas que nunca passaram num concurso público. Dos gnomos e fadas aos políticos anônimos. Todo mundo terá alguém pra chamar de seu. Algo como um bolsa-família monumental. Doar R$ 7,00 para o Criança Esperança que nada. Um mundo mais glorioso será quando todos, tradicionalmente, além da sua jornada de trabalho, partilharem de leituras de livros para cegos analfabetos. Oh, o mundo estará melhor assim? É claro, mas quem não gostará muito serão os totalitários de esquerda que perderão um nicho do seu mercado, no vale-tudo pelo social.  
 
O Carnaval vai sobreviver. Ele, que não é mais o tradicional que conhecemos, mas vai viver e mostrar mulatas ainda rebolando quase sem roupas; celebridades com a pele pintada; comunidades em transe. O carnaval ainda vai ser algo que chamará a atenção do mundo, pois, nós somos o país do futuro, do samba, do futebol, da banana, do pré-sal e de todos os clichês possíveis, não seria justo a maior festa pagã que temos sucumbir assim assim. Que acabe o futebol, essa farra de obtusos desmilinguidos, correndo atrás de uma bola em arenas de concreto e gramados verdes como um pasto, tá, melhor não também, precisamos de toda distração possível para o povo (esse ente infeliz que sofre e sorri ao mesmo tempo que tem seus sentimentos usados pelo bando da hora).
 
Manteremos outras tradições. Aqui não aprenderemos a tomar o chá das cinco londrino, mas salvaremos as que mais nos representam. Pão com mortadela. Casamento na Igreja. Sentar num bar para jogar conversa fora. Festa de debutantes. Café com pão de queijo. Churrasco no fim de semana. Show caipira em festa agro. Pudim de padaria. Trote aos calouros. Banda de escola. Assistir novelas. Postar o novíssimo e revolucionário texto, que não vai ser lido por quase ninguém. Manteremos muitas das nossas tradições: da cidade, do estado, do país, pois somos saudosistas de plantão e nada como uma festa junina pra alegrar um espírito.
 
Já dizia um ilustre escritor: "modernos são móveis velhos e neuroses novas", e clássico o que é? Hoje é tudo que tenha um mix de velho com um élan irrepreensível de novidade. Livros velhos, fotos velhas, fatos velhos, filmes velhos. Mortos famosos. Mortes antigas. Gênios reais e do marketing pessoal. Coisas não tão vistas mas que se materializam e assombram a todos; isso é o clássico de hoje. Mas clássico mesmo num futuro próximo será tudo aquilo que conseguir burlar o tempo atual - eis o grande senhor do mundo: o Tempo, será ele o Deus tão procurado? Aquele que sobreviver à ditadura do já será o clássico do futuro. Quem sobreviverá? Twitter? Kaká? Fast food? Kuat Eco? Obama? U2? Susan Boyle? Faustão? Naruto? Paulo Coelho? Fotografia digital? Clássico, será sempre aquilo que surge e muda tudo ao redor; quebra barreiras, é imitado, e o simples fato de sabermos que existe ou existiu, nos transforma ou transformará. Como um filme do Carlitos. Como Homero e Shakespeare. Como ver Mané Garrincha colocando pra sambar um bando de joões. Hitchcock. Beatles e Ramones. All Star. Arroz feijão bife batata frita e salada. Coco Chanel. Jeans. Como Machado, Kafka e Borges, que aliás empresta o nome de um conto seu para o texto todo.
 

criado por picida_ribeiro    22:40 — Arquivado em: relacionamentos

25/10/09

VOCE CONHECE MERCEDES SOSA?

 Alguns dias depois da morte da cantora argentina Mercedes Sosa, vi uma ota na seção DATAS da revista VEJA “ Morreu Mercedes Sosa a cantora argentina do bumbo”.

Embora eu nunca tenha sido, digamos, uma fã, dessas de comprar os discos, ir  á shows (ela fez vários no Brasil), achei a menção da Veja pouca coisa para o prestigio que ela tinha, e a ironia sobre o “bumbo” achei meio fora de hora e lugar, mas passou…

Na Veja da semana seguinte, vi na seção LEITOR, dois leitores, Fernando Bacha Mokarzel Junior e Maria Abilia M.Paes, reclamando da falta de atenção e até falta de respeito, salientando que ela foi uma voz importante na America Latina, quando os países viviam em épocas de plena ditadura política.

Falaram de bonitos trabalhos dela com os cantores Milton Nascimento e Fagner.

Admiro as pessoas que escrevem para reclamar de coisas assim, que não fariam diferenças nas suas vidas diretamente, mas por questão de lutar por aquilo que acham justo. Eu pensei, mas nada fiz.

Recebi então, um e mail de um amigo conterrâneo e contemporâneo,o Tavinho De Jorge com musica de Mercedes Sosa.

Demorei um pouco para abrir, e quando o fiz, até eu mesma fiquei surpresa: Cantei a musica todinha direto. EU sabia a letra de cor e salteado. Ouvi e cantei de novo.

Acreditem, crianças, a musica com link abaixo, fazia sucesso,era muito tocada nas radios , vendia discos.

Foi em 1976. Eu tinha 20 anos.

CONFIRA

CONFIRA 2

 

criado por picida_ribeiro    18:18 — Arquivado em: relacionamentos

19/10/09

LAR DOCE LAR

 

Estou me sentindo estranha nessa nova casa, que nem é tão nova casa assim.

Já se passaram três meses. Tres meses dos tempos de hoje, que passam tão rápidos que parece um tempo menor.

Mas não me sinto acolhida, não me sinto em casa. Não tem minha cara.

Tanto que não convidei ninguém para vir até aqui, não recebi visitas e páro pouco em casa.

E isso nunca me aconteceu antes.

Minha casa, onde quer que fosse, de que jeito fosse, sempre foi importante para mim. Meu espaço, meu castelo.

Eu, rainha.

Agora, longe disso.

Talvez porque dessa vez, na empreitada de transforma-la em lar, eu estou sozinha.

O Decio não toma nem conhecimento.

Nunca, nesses anos todos, ele participou tão pouco, ou nada, como agora.

Não me lembro de uma vez sequer, uma mudança nossa ter demorado mais que 24horas para ficar impecável, prontinha.

Ele cuidava de cada instalação, eu dos detalhes. Uma parceria desfeita.

Agora, se peço para que faça, passo por chata, vira cobrança.

Se não digo nada, como tenho feito na maior parte do tempo, nada é feito, simplesmente.

Resultado: Continuo com coisas na varanda que deveriam ser levadas para o deposito, louças ainda encaixotas, estantes inacabadas, coisas improvisadas.

As vezes atribuo ao computador. Todo tempo livre do Decio é usado com ele.

As vezes atribuo, que ele pode também não estar se sentindo em casa, mas se não tentarmos fazer daqui uma casa, como saberemos?

Vou tentar para valer, nem que seja sozinha, como faria se ele não estivesse aqui.

Não tenho identificação com a cidade, sempre só com minha casa.

Se na minha casa, não me identificar, ficará complicado,complicadíssimo.

À partir de meus cinco, seis anos de idade, lembro de cada casa que morei.

Detalhes de instalação, decoração, situação.

A primeira lembrança que tenho de uma casa, é da primeira casa que morei em Tabatinga 

Meu pai era funileiro mecânico (ainda existe essa profissão?) um operário enfim, mas muito qualificado e competente. Por isso foi convidado a trabalhar em Tabatinga e ir morar numa das casas do patrão. Ficava ao lado de seu trabalho, na rua principal da cidade.

Era uma casa ampla, simples e confortável.

Uma área ampla antes da entrada, a seguir a cozinha , que era o lugar da casa onde fazíamos as refeições.

Tinha sala de visita, sala de jantar, pouco usadas, e dois quartos amplos.

O Neto, meu irmão mais velho, morava com meus avós em Ibitinga, só nos visitava em férias e feriados, a Liliana tinha 3 anos, lembro muito pouco dela nessa ocasião, e o Zé Luiz, nasceu nessa casa.

Lembro bem desse dia. Carnaval. Eu, brincando no quintal, olhando para o céu, esperando a cegonha.

A casa, minha mãe trazia impecável, como sempre. Em cada mesa, uma toalhinha, com vasinhos de flores de plástico, chão de madeira, encerado, brilhando. Cera Parquetina, com certeza. Brilho de escovão.

Nessa área de entrada, meu pai recebia amigos em dias de festa.

No quintal, passava um riacho que em raras oportunidades, minha mãe deixava me aventurasse.

As melhores lembranças são focadas na vida harmoniosa que meus pais viviam e que meus irmãos não tem como se lembrar.

Os passeios aos domingos á noite com meu pai, cinema e lanche Bauru

Meu pai, fazendo álbuns de figurinhas, lendo gibis de Mandrake e Fantasma. 

Depois moramos em uma fazenda, novamente casa do patrão, uma boa casa, simples, e ampla, muito confortável. Chão de vermelhão, encerado e lustrado. Um brilho só.

Limpeza e organização impecáveis.

Tinha um quarto de hóspedes que nunca era usado, e guardava uns 4 colchões de mola,que á cada distração de minha mãe, eu e a Tia Vera usávamos para pular e brincar.

Não tinha luz elétrica. Nos guiávamos por lamparinas.

Dormíamos cedo, mas dava tempo de brincar de joguinhos com Tia Vera nas férias.

De dia, ia para escola, fui alfabetizada por lá.

À tarde, hora de brincar, sair pelo campo, ver o gado pastando tão próximo, minha mãe pondo roupa para quarar á beira do riozinho, água de poço.

A noite, meu pai, com seu radio de pilha, ouvindo futebol e musicas sertanejas.

Mas, aquelas de verdade. Cascatinha e Inhana, Pedro Bento, Zé Fortuna e Rei do Fole, Tonico e Tinoco.

As vezes ouviamos o programa “Balança mas não Cai”

Voltamos a morar na cidade, meu pai voltou a trabalhar na primeira empresa. A casa era ao lado de seu trabalho, na frente tinha um posto de gasolina.

Já não dava para tantas brincadeiras. A casa era menor, a divisão dos cômodos era esquisita.

Moramos por lá pouco tempo, logo meu pai arrumou uma casa melhor.

A casa de Sr Aristides Cruz. Uma varanda ampla, 2 quartos grandes, e  o melhor da casa: o quintal, com arvores e i riacho que cortava toda a cidade.

Dessa vez pude brincar bastante. E nessa casa fiz amigos na vizinhança.

A Silvinha, a Lidia.

A gente brincava, passeava, conversava. Bola de gude pela rua, queimada, amarelinha, ver TV nos vizinhos, uma festa.

E de novo, e sempre, minha casa, embora simples, sempre muito impecável. Minha mãe nunca deixou para arrumar as camas depois, mais tarde, sei lá, por qualquer motivo que fosse.

Nunca teve dia de faxina, na minha casa todo dia era dia de varrer, encerar, lustrar.

Eu nem reparava. Parecia natural que fosse assim.

Minha mãe cuidava de cada detalhe, conservava por toda vida um enfeite que ganhasse.

A grana que era pouca, foi ficando mais rara á medida que meu pai bebia mais, gastava em bar.

Mudamo-nos para um casarão antigo, a casa do “Dias”.

Tudo muito simples, muito básico.

De bom, mas muito bom mesmo, o quintal enorme, com arvores e rio.

Nessa casa desenvolvi e cultivei manias, quase rituais.

Passei a ajudar minha mãe na  limpeza diária da casa: camas com lençóis bem estendidos,as toalhinhas, criei arranjos de flores secas, ajudava a dar brilho no chão.

À cada cômodo que eu limpava, eu fechava a porta, para manter a ordem.

À tarde ia para a escola, voltava as 17 hs.

Trocava de roupa, fazia  doce de leite cremoso, quase como leite condensado, só para mim, todos os dias, um pouco só, menos que uma xícara.

Deixava esfriando e ia para o quintal, quase bosque. Ou era um bosque mesmo.

Passava horas, sonhando, pensando, brincando, criando historias, lembrando outras, eram as melhores horas do meu dia. Voltava para casa, ao escurecer.

Fiz isso durante anos e todos os dias da minha vida.

Eu não trocava aquilo por nada. Adorava.

A casa seguinte já era uma situação mais modesta. Meu pai tentava seu próprio negocio, e isso nunca foi seu forte.

Ele montou uma oficina na frente e nos fomos morar no salão dos fundos.

Eu costumo dizer que morei num “loft”. Agora isso é tão chic…

Era um salão mesmo, mas que minha mãe dividiu com móveis, deu cara de lar. Lá os cuidaddos eram os mesmos. Sempre tudo muito arrumado e organizado.

Das lembranças boas daí, o Neto veio morar conosco, começamos a fazer amigos, paquerar, sair a noite, eu estava ficando uma “mocinha”.

Quando o negócio não deu certo, meu pai fechou a oficina, nos mudamos para uma casa no centro.

Casa antiga, sem quintal, sem varanda, só um janelão que dava para rua.

Mas era perto de tudo. Dos passeios, de minhas amigas, do cinema, do clube.

Uma das lembranças marcantes nessa casa, foi da chegada da geladeira. De segunda mão, mas conservada, com aqueles trincos gigantes.

Eu achava demais abrir a geladeira e iluminar a sala com ela. Dava um clima. Era um sonho.

A Liliana, minha irmã veio morar em Ibitinga com meus avós, queria estudar numa escola industrial, profissionalizante, que ensinava costurar e cozinhar.

Ela voltava nas ferias e feriados.

E num dia 28/01 seu aniversario, do nada, eu organizei uma festa de aniversario para ela.

Alguns refrigerantes, bolo e sanduíches. Chamamos os amigos, e fizemos uma farra.

Foi a ultima casa que morei em Tabatinga. Eu tinha 14 anos.

Mas dentro de cada fase, cada momento de minha vida, dentro de grande simplicidade, tive um castelo.

Minha mãe me fazia ver assim, sentir assim. Ela não gostava receber de visitas, tampouco as fazia, mas seu lar era seu reino. Aprendi e foi para sempre.

E isso sempre foi bom.

 

Depois falarei das demais casas. Fui quase cigana, mas sempre rainha do castelo

criado por picida_ribeiro    20:42 — Arquivado em: relacionamentos

10/10/09

PENSANDO…PENSANDO…

 

Feriado prolongado chegando na hora certa.

Fim de um ano dificil se aproximando, e as energias precisando ser recompostas.

Vou aproveitar esses três dias para respirar calma e profundamente.

Esquecer os problemas, focar as soluções, como sempre diz meu amigo Rafael

Quero relaxar mesmo, e para ajudar meu telefone está com defeito faz uns 30 dias, eu nem me motivei para pedir conserto, acho que queria um tempo assim.

Pode até não ser bom sinal.Tentativa de isolamento nunca é bom sinal. Mas eu precisava disso.

Já está chegando aquela “cobrança inconsciente” de balanço de final de ano.

Aquelas famosas promessas feitas, quase nunca cumpridas.

E só de começar á pensar nesse balanço inevitável, vem uma boa dose de frustração, que finjo ignorar.

Não fiz quase nada. Fiz muito pouco.

Tem sido um ano agitado, desses de matar um leão á cada dia e não ver o tempo passar. Você termina o dia, o leão do dia está morto, mas fora isso, nada mais foi feito.

Como tenho a grande mania de ver sempre o “lado bom” de tudo, e quer saber? até gosto disso, vou enxergando em cada coisa, algo de bom.

Nem que seja aprendizado.

E se é verdade que é das coisas dificies que se tiram grandes lições, nesse ano fiz mestrado.

Aquelas coisas que parecem clichês, mas nada mais  que as básicas verdades da vida: vivendo e aprendendo.

Em Ibitinga, hoje terá um tradicional Baile do Havaí. Eu nunca fui, mas é um acontecimento na cidade, embora me pareça que não tem mais o glamour de uns anos atrás. O tempo vai passando, outras turmas chegando, com outras preferências. O que vai ser “tradicional” daqui um tempo??

Nos intervalos de meu descanso, vou com minha mãe visitar minhas tias.

Meus primos de SP talvez estejam por aqui, aproveito para pôr conversa e saudades em ordem.

E para pensar sobre a vida.

Hummm…Meditar… oooonnnn…ooonnnn…oooonn

 

criado por picida_ribeiro    14:22 — Arquivado em: relacionamentos
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