DIARIO DE UMA JOVEM DE 50 ANOS

DIARO DE UMA MULHER DE 50 ANOS DO INTERIOR, SUA FAMILA SUA SEUS AMIGOS, SUAS HISTÓRIAS DE VIDA

12/6/09

PRIMEIRO AMIGO II

No post anterior deixei de escrever algumas coisas que acho importante na história dessa grande amizade.

O Negrine, era o melhor amigo, quase irmão, do meu primeiro amor totalmente platônico, Osvaldinho, que já um rapaz universitário, tratavam os meus sentimentos com respeito e delicadeza.

Ele reparava e elogia roupas novas e mudanças no cabelo, numa fase em que a auto estima está em formação, onde a gente não é menina, não é mulher, desengonçada total, ele sempre tinha um olhar e palavras carinhosas.

Embora nunca falasse sobre religião, ele ia todos os domingos á missa pela manhã.

A carta que ele escreveu, os conselhos que ele me deu, fizeram toda diferença em todo o resto de minha vida.

Acendeu uma luzinha de "alerta", "fique esperta", me sentí querida e importante, e não queria decepcionar. Voltei a andar na linha rápidinho, quando já calçava as sandálias para trilhar uns caminhos, sabe-se lá…

Nunca falamos sobre a carta, nem agradeci, mas ele sabia que era o amigo mais querido.

O que ele nunca soube foi a importancia que teve e da diferença que fez em toda minha vida. 

criado por picida_ribeiro    11:13 — Arquivado em: relacionamentos

10/6/09

PRIMEIRO AMIGO

Espalhado nos escritos de 3 anos de existência de meu blog, há registro de histórias e pessoas  significativas da primeira fase de minha vida.

As primeiras lembranças da infância, até 1970, quando com quase 15 anos, me mudei de Tabatinga para Ibitinga.
Cidades vizinhas, 30 Km de distancia, mas estilos de vida muito diferentes.
No interior de SP, não sei sei se ainda é assim, mas existe uma diferença enorme entre o estilo de vida em uma cidade de com uns 10.000 habitantes (Tabatinga, na época), e Ibitinga, já cerca de 40.000.Entre as histórias, há uma que foi muito forte na minha vida. História de um amigo muito especial, sobre quem eu nunca tive coragem de falar aqui.
Não me sentia preparada para retratar com verdade meus sentimentos em relação á ele e sua história.
Não me sentia capaz de transcrever meus sentimentos em relação a sua importância para mim, ainda tão menina.
Mas, lendo um post no blog Lucy in the Sky, onde ela fala sobre um amigo especial, criei coragem para me atrever, para tentar.
No inicio da adolescência, a gente procura ídolos.
Aqueles do cinema, da TV, e os que conhecemos na vida real.
O primeiro ídolo da minha vida, meu primeiro ídolo real, naquele universo tão pequeno em que eu vivia nessa fase ( Tabatinga), era o Negrine. José Negrine.
Tudo que escreverei sobre ele, foi visto com meus olhos de menina encantada.
Primeiro, ele se tornou alvo de minha admiração, porque era bonito.
Já falei de sua beleza, no post Beleza Interior.
Era alto, quase 1,90, ombros largos e atléticos, barriga tanquinho, muito antes da fase das academias de ginásticas.
Era sua natureza, aliada aos esportes que sempre gostou de praticar.
E como era bom atleta.
Goleiro do time oficial da cidade, do colégio, jogava basquete, futebol de salão, corria nos campeonatos dos Jogos Estudantis.
Era bem humorado, sorria, com os olhos, que fechava á cada sorriso.
Richard Gere não perde, mas empata.
Apesar de ser 7 anos mais velho que eu, ficamos amigos.
Cada vez que ele ia jogar, eu pedia para segurar sua mochila, cuidar de seu relógio, segurar seus cadernos.
Ele sempre participava dos grêmios estudantis.
Ele carregava votos. Dos rapazes, porque era amigo, simpático, gente boa.
Das meninas, porque era tudo isso e … bonito.
Eu gostava da maneira que ele me tratava. A gente conversava muito, as vezes sobre amores, planos e muitas vezes piadas e muito risos. Ele era bom nisso.
Eu ria muito com ele.
Ele me tratava com respeito de gente grande. Eu gostava disso.
Ele tratava as pessoas com respeito.
Era um cara simples, hoje vejo que sua postura ética com as pessoas, com o mundo, ele não aprendeu. Nasceu sabendo.
Uma prova definitiva? Eu sempre fui adolescente desinibida, alegre, festiva, mas careta. Não fumava, acreditava que virgindade era para sempre, ou quase isso, beijar na boca era pecado, e dançar de rosto colado, proibido!.
Resultado: Não tinha namorado. Eu via todas minhas amigas namorando, menos eu, sem contar que não tinha nem um pretendente.
O que omaginei? Não namoro porque sou careta, vou ficar mais liberal, como minhas companheiras.
Não fui muito alem, mas comecei a sair com as meninas mais descoladas, que fumavam, dançavam agarradinhas, davam uns beijos. Estava me enturmando.
E nos bailes, quando vinham garotos das cidades vizinhas, comecei a dançar juntinho, estava liberando…
O Negrine, que estava fazendo Faculdade de Matemática em Bauru, e vinha todos os fins de semana para Tabatinga, começou observar minhas atitudes.
Não me disse nada. Escreveu uma carta, onde dizia para eu viver meu tempo, ser eu mesma, escolher as melhores amizades, que eu era diferente, para eu não apressar as coisas e continuar a ser aquilo que eu acreditava.
Uma carta linda. Três paginas, com sua letra grande, firme, forte, de professor. Li a carta para minha mãe, mesmo me arriscando a levar bronca por estar então, tentando “maus caminhos”.
Ela ficou encantada com ele.
Naquele tempo, na minha cidade não havia carteiros. Você passava no correio e perguntava: Tem carta para mim? Não precisava dar o nome.
A emoção indescritível de receber uma carta surpresa. Quase nunca ninguém escrevia para mim. Eu era uma menina de 13 anos. Ele um universitário de 20 então.
Que se preocupou como um irmão com meu futuro. Não me esqueci disso nunca.
A carta veio para mim: Maria Aparecida Ribeiro (Picida.)
Dos 12 aos 15 anos fomos amigos íntimos.
Com 15 anos mudei me para Ibitinga, mas férias e feriados, eu viajava para Tabatinga para rever os amigos especialmente o Negrine. Mantivemos o contato próximo até meus 18 anos quando fui morar em SP.
Então os encontros passaram a ser esporádicos.
Em 1976, no feriado de Finados 01/11 morando em SP, vim passar feriado em Ibitinga e fui passear em Tabatinga.
Eu, na porta do clube com amigos, ele na praça em frente com sua namorada Eunice.
Calça jeans, camisa branca. Chamei seu nome, ele acenou.
 Foi a ultima vez que o vi.
Eu estava com 20 anos. Ele exatos 27.
15 de novembro haveria eleição para prefeito, ele já tão novo, era candidato a vice .Se não me engano, ele foi bem votado, mas não se elegeu.
Duas semanas depois, num sábado a tarde eu vinha de ônibus para Ibitinga passar mais um final de semana. Na parada que o ônibus faz na rodoviária de Araraquara, entrou um antigo colega de classe João Marquesi e me disse que soubera que um Negrine havia morrido.
Pensei em irmãos, primos dele. Jamais nele. Para mim, ele era infalível, e imortal.
Quando o ônibus fez parada em mais uma cidade, Nova Europa, a confirmação: Era o Zé Negrine, e com tiro. Como tiro? Em Tabatinga tinha revolver? Nem guardas eu via armado por lá.
Na parada de Tabatinga, exatamente ás 17 hs, saia o enterro, uma multidão na rua, as pessoas transtornadas.
Eu quis descer do ônibus por lá mesmo, o motorista e mais um amigo de Ibitinga não deixaram
Segui mais meia hora de viagem. Minha mãe e minha irmã me esperavam na rodoviária, queriam ser as primeiras  a me contar. Já imaginavam o choque e a perda que seria para mim.
Foi a primeira vez na minha vida que alguém que eu amava, morria.
E elas me contaram a historia incrivel e trágica. Quase inacreditável.
Na sexta feita a noite, ele deu aulas no Colégio da cidade de Itápolis, e ao contrario do que era habito fazer, avisou na casa do amigo onde costumava se hospedar que após a aula, iria embora para Tabatinga, embora não gostasse de dirigir a noite naquela estrada de terra.
Avisou aos pais do amigos que não esperassem por ele.
Mas os alunos após as aulas da sexta feira, convidaram para um choppinho. Ele foi, conversaram ate tarde, ele se sentiu cansado, mudou de idéia: iria para Tabatinga no sábado pela manhã;
Quando foi para casa do amigo, todos estavam dormindo, ele não quis acordar. Ele já tinha sua cama, seu quarto reservado e sabia o segredo de abrir a porta:
Era só forçar, o trinco baixava, a porta abria.
Quando forçava a porta, o amigo, dono da casa, descia as escadas, perguntou quem era, ele não deve ter ouvido, não respondeu, o amigo que era cadete, deu um tiro para assustar o possível ladrão.
Acertou o amigo. Antes mesmo que ele abrisse a porta, seus pais, desceram correndo para avisar: “Ouvimos o Negrine colocar o carro na garagem.”
Era tarde. Um tiro só. Ele só teve tempo de dizer: “Deus tenha pena de mim”.
Acho que ele falou isso num pedido de socorro.
Depois eu soube, que no enterro, já quase 19 hs, começando a escurecer, o padre teve que pedir a população que deixassem que ele fosse enterrado, que estava escurecendo. AS pessoas se recusavam a aceitar o fato.
Fui á missa de sétimo dia.
A igreja lotada de uma maneira nunca vista.
Os amigos chorando, murros na parede, uma dor escancarada.
Naquele natal e muitos depois a cidade não se enfeitou, não acendeu luzes nem os piscas,
Durante muito tempo, sozinha no meu apto em SP, eu ouvia as musicas do cantor italiano Gianni Morandi, que tocava no cinema de Tabatinga e me lembrava dele, e chorava muito, muito. Tanto que uma vez uma vizinha perguntou quem chorava tanto a noite?
Confessei e assumi.
A dor foi passando, a foi ficando sua falta, saudades e lembranças boas.
Apesar de lamentar sua perda, agradeço a sorte de te- lo conhecido, por ele ter feito parte da minha vida.
E desde então, fiquei pensando intrigada: Pessoas especiais morrem mesmo mais cedo e desse jeito trágico?
Nunca o esqueço.
Voltando á morar no interior, fui passear com o Décio em Tabatinga, e no topo no Ginásio de Esporte seu nome: GINÁSIO DE ESPORTES JOSÉ NEGRINE.
Merecido. Tudo a ver com ele.
E Na TV TEM, Globo regional, quando há campeonatos de futebol de salão são disputados nesse ginásio, ouço seu nome mil vez na TV, lembro dele, de sua historia.
Lembro de tudo que ele foi, penso em tudo que ele poderia ter sido.
Uma saudade doce, melhor das lembranças.
E assim, como o blog lucy in the sky, encerro com Canção da América:
AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR, DO LADO ESQUERDO DO PEITO, MESMO QUE O TEMPO E A DISTANCIA DIGAM NÃO.
 
 
“Das lembranças que trago na vida, ele é a saudade que gosto de ter”.
 

 

criado por picida_ribeiro    21:35 — Arquivado em: relacionamentos

8/6/09

MINHAS HISTORIAS

 

Dias atrás, no noticiário, o show de Jonas Brothers. Queeemmm???
Eu juro que eu tento acompanhar as mudanças, não quero ficar presa só a Beatles e Rolling Stones.
Mas é difícil. Justifico dizendo que a qualidade é outra, tudo tão mais descartável, tão fabricado, ou alguém alem das adolescentes de 13 anos, acredita na história da virgindade dos garotos?
Cada uma … Mas tem sempre que ser apresentado algo diferente.
Então, vira a bola da vez, depois passa, e rápido.
Os Menudos serão lembrados por mais tempo.
Não sei nem cantarolar uma musica deles, não me interesso. Da Britney Spears conheço alguma coisa, mas da vida dela, sei quase tudo.
Repararam que para ser cantora de sucesso nos dias de hoje, tem que ser bonita?
Tem que cantar, dançar. Byoncé, Jennifer Lopes, Rihanna, e as negras não são mais tão negras, e seus cabelos são mais lisos que o meu.
O Brasil tem seus bons exemplares de sucesso de cantoras competentes e bonitas: Ivete Sangalo e Daniela Mercury.
Além de  bonitas, cantam, dançam. E concordo com Camila Paglia que agora declara ao mundo todo que Daniela Mercury é melhor que Madona. Alguém discorda?
Até Maria Rita teve que se adaptar. Canta produzidíssima, de mini saia, e fique feia para ver…
Imagino uma voz como Elis Regina hoje.
Baixinha, meio vesga, dura no palco.
Só a preo0cupação em cantar. Com técnica, com emoção. Perfeição.
Hoje ela teria sucesso? E daquele tamanho?
Gal Costa, e Simone eram bonitas, desenvoltas no palco, mas que era só algo a mais, não o fundamental.
E espaço na tal “mídia” hoje para Bethania, Nana Caymi?
Então, vamos falar do espaço na mídia, para os novos e reais talentos?
Aguardemos os próximos “lançamentos”. Que é só isso mesmo: Lançamento e esquecimento.
Dias atrás deu no noticiário que morreu Zé Rodrix. Queeemmm???
Pois é, quem como eu, tiver mais de 50 anos, sabe de seu talento, sua importância.
Rock rural. Já ouviram falar, e quem já ouviu, se lembra?
Transformou em musica e poesia, os sonhos de uma geração:
“ Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza, dos amigos do peito e nada mais.
Eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar do tamanho da paz
E tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais.
Eu quero carneiros e cabras, pastando solenes no meu jardim,
Eu quero o silencio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos e filhos de cuca legal.
Eu quero plantar e colher com a mão a pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo do tamanho ideal, pau a pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos, meus discos, meus livros e nada mais.”
Foi sucesso foi na voz de Elis Regina, que sabia como ninguém, reconhecer um grande talento.
Homenagem singela á um compositor de verdade. Para ajudar a lembra. Para não esquecer.  
 
 
 
criado por picida_ribeiro    21:26 — Arquivado em: relacionamentos

7/6/09

TRILOGIA DOS SOBRINHOS

 

Para que não haja ciúmes, porque ele tambem merece, e para encerrar a TRILOGIA DOS SOBRINHOS, Filhos do Neto e Graça, agora é a vez de falar do André.
O filho do meio, que por quase oito anos, foi filho caçula.
Desde pequeno, era esperto, ligado, a vida em alta rotação.
Vaidoso, desde sempre gostava de estar bem vestido, roupas elegantes e
modernas, até arrojadas.
Lembro quando ele tinha uns dois anos, eu e minha irmã, Liliana, que é sua madrinha, repetimos uma tradição: durante o ano, comprávamos roupas infantis, básicas no Brás e Bom Retiro, mas no final do ano, era hora de Shopping Iguatemi, a roupinha mais linda que encontrássemos…
Compramos para ele um conjunto de calças curtas com pregas, muito elegante , camisa branca e gravata vermelha. Era moderno, arrojada, a cara dele.
Quando ele ficou pronto, sabia que estava bonito.
Eu e minha irmã, estávamos na sala, ele saiu do quarto correndo em busca dos elogios, e quando nos viu, parou de repente, brecou, e de peito estufado, ficou á espera dos elogios.
E á medida que os elogios vinham, ele sorria feliz e orgulhoso.
Assim como seu irmão Gustavo, ficava esperando nossas visitas, e já traçava o programa: pizza e sorvete.
Na era pré varejões e sacolão, Ibitinga só tinha frutas básicas, as da região mesmo: banana, laranja, mamão, maçã.
Como ele sempre foi fanático por frutas, levávamos pêssegos, figos, uvas, e o que mais encontrássemos na ocasião.
Cada vez que ele passava perto da geladeira, ele abria e pegava uma fruta.
Sua mãe, tinha que dizer: André, não coma tudo sozinho, deixa para os outros também.
Doce? Carne? Ele nem ligava, e não se liga até hoje.
Legumes? Verduras? Adoraaa!
Sabe aquele menino do comercial “Mãe, quero brócolis?”
È o Andre.
Resultado: zero de gordura ,100% saúde.
Embora, seja leonino, de temperamento forte e mandão, é bem humorado.
Quando criança, já contava piadas e fazia pegadinhas.
Ele devia estar com uns 10/12 anos, quando uma vez me surpreendeu.
Estávamos passeando pelo centro da cidade de Ibitinga, ele entrou numa bicicletaria, e fez uma porção de perguntas sobre rodas de bicicletas.
Marcas, preços, efeitos.
Pensei que ele estava querendo comprar.
Não. Ele estava querendo vender, estava atualizando sua tabela.
Ele fazia negócios. Comprava, vendia, alugava, trocava.
Raciocínio ágil e rápido.
Na fase da sua adolescência, acompanhei seu crescimento de uma certa distância.
Cursou publicidade em Ribeirão Preto e não voltou a morar em Ibitinga.
Os horizontes se expandiram, Ibitinga ficou pequena para ele.
Empreendedor, ainda não mergulhou de cabeça na sua profissão, talvez nem ele mesmo tenha noção do talento que tem para isso.
Ele é publicitário, desde criancinha…
Agora, por mudanças de rumos na vida dele e minha, estamos nos reaproximando.
O bem querer mútuo, sempre existiu.
Também está vivendo sua melhor fase de crescimento como homem, se preparando para novos momentos profissionais.
E com ele também, quero estar bem perto para ver. E aplaudir!
 
criado por picida_ribeiro    19:02 — Arquivado em: relacionamentos

1/6/09

DE PRINCESA Á RAINHA

 

Vivo uma fase nova e diferente. Ao mesmo tempo em que acontece a saída do Décio, o seu afastamento do meu dia a dia, tenho tido a oportunidade de reavaliar relações e conceitos, conviver mais e rever histórias de família.

Coisas que eu adoro: pessoas, histórias e família.

Tenho uma única sobrinha, a Carolina.

Uma princesa. Quase uma Carolina de Mônaco. 

Linda mesmo, de uma beleza acima da média, de você parar e olhar, e não encontrar defeito.

Para provar que não é exagero de tia, assim que eu descobrir como, vou anexar uma foto.

Quando minha cunhada Graça ficou grávida do primeiro filho, ao contrário da maioria dos pais de primeira viagem, meu irmão, torceu para que fosse uma menina.

Já tinha até escolhido o nome : Carolina.

Veio o Gustavo, dois anos depois o André, e assunto filhos ficou encerrado.

Oito anos depois, recebi a noticia que a Graça estava grávida.

Não esqueço o momento da noticia.

Revejo a cena em detalhes, cores e sons.

Na era pré-celular, quase 22 horas, eu estava indo para casa com o Décio, sentí uma necessidade de ligar para casa de minha mãe, sabe quando parece que aconteceu alguma coisa, um pressentimento, sei lá…

Pedi para o Décio parar numa avenida super movimentada, perto do Aeroporto, liguei de um orelhão á cobrar para minha mãe, perguntei se estava tudo bem, se tinha alguma novidade.

Ela disse que estava tudo bem e que a novidade era que eu ia ser tia de novo. Agora acho até engraçada a pergunta que fiz: “Como assim, Tia” ???

Só o Neto era casado, mas eu nem pensava mais na hipótese dele ter mais um filho.

E então chegou a Carolina. Carol.

Chegou sem programação, num momento de recomeço de vida do casal.

Trouxe alegria, felicidade e sorte.

O recomeço deu certo, a vida deu certo e ela nasceu princesa.

Cara e jeito de princesa. Não apenas os mimos e dengos de princesa. Postura e atitudes nobres. 

Contida, observadora, sorriso doce, olhos negros e doces de jabuticaba.

Mimos e dengos de princesa, mas alma fortalecida por conhecimento, formação, cultura, e educação, no sentido mais amplo da palavra.

O Décio sempre dizia: “que homem poderá namorar, casar, com a Carol?”

Que homem estará á altura de alguém assim?”

Numa cidade pequena, onde os meninos demoram mais para amadurecer, vivem grudados em turmas, e as namoradas são vistas apenas como “aderentes”?

Meninos que se tornam companheiros e maridos, que num horizonte de vida limitado, continuam em turmas pela vida toda, e não trazem a companheira para turma. Programas separados, até quando estão no mesmo local, mulheres de um lado, homem de outro. Já vi isso até em festa de Dia dos Namorados.

E a Carol?

Quem vai namorar e que jeito vai namorar, uma menina de 19 anos, bonita, educada, culta, sensível, que não “fica”, só namora?

Como os rapazes de 20 anos vêem uma menina assim?

Admiração? Acham chato ?

Não sei… Tenho pensado muito nisso, nesse momento em que ela vive a crise no primeiro namoro serio

Muitos dirão: “coisa de criança”. Quem não se lembra da dor do fim do primeiro amor? Quem não chorou para valer, aos 19 anos de idade por causa de um grande amor?

Mas chorar mesmo, de se acabar…

Eu me lembro de rios de lágrimas porque ELE tinha dançado com outra.

Já bastava para o mundo cair.

Agora é hora do choro da princesa á quem nada nunca foi negado, o susto da primeira grande frustração.

Mas também o melhor momento para lidar com a perda, deixar de ser princesa e virar rainha. Rainha na auto confiança. Rainha na certeza de sua força.

Rainha no comando de sua vida, seu destino, suas escolhas.

Rainha nas avaliações, nos seu domínio.

E o GRANDE  amor… esse com certeza ainda está por vir…

O primeiro, é importante, mas é só um ensaio.Carol, minha única sobrinha é um raro caso, de verdade;’ QUEM NASCEU PARA RAINHA, NUNCA PERDE A MAJESTADE”.

Mas ela  é que tem que saber disso, ter essa certeza.Veio ao mundo para brilhar. Isso é para poucos.

   

criado por picida_ribeiro    19:35 — Arquivado em: relacionamentos

25/5/09

PAZ NO MEU AMOR

Tive um bom final de semana.

No sábado, fui com minha irmã e meus sobrinhos para São Paulo, mas á trabalho mesmo.

Nada de passeio. Fomos fazer compras para loja, mas dessa vez não deu muito certo, os meninos ficam entediados, cansados, claro, não há a menor graça, ficar de loja em loja, fazendo compras em atacado.

Mesmo assim, fomos correndo na R.Santa Efigenia, comprar joguinhos para o Wii. Pronto, já ficaram contentes…

Almoçamos, passamos na doceira Holandesa para um docinho e café, e voltamos . Gosto bastante de SP, mas muita coisa mudou mesmo. Pegamos transito na Marginal Tiete, em pleno sábado, as 9 hs da manhã.

È muito bom chegar em São Paulo, melhor ainda é voltar.

As 19 hs já estávamos em Ibitinga. A faxineira esteve em casa na minha ausência, a casa estava limpinha, tudo em ordem

Dormi cedo.

No domingo, almoçamos com meu irmão e minha cunhada. Os filhos deles estavam em Ribeirão Preto, então, foi um almoço bem tranqüilo, num belo dia ensolarado.

À noite, li e vi tv.

Não falei com ninguém ao telefone, não deu vontade.

Vivo um momento de introspecção, diferente de tristeza. È uma momento de reavaliações.

Buscando manter aceso o que tenho de melhor em mim, que é dar valor REAL para o que se tem hoje, e buscar sempre o melhor.

O que temos de melhor na vida, é o dia de hoje.

È estar pronta para viver as tristezas, enfrentar desafios.

È estar atenta as coisa simples, boas e belas.

Àquelas que não tem preço.

Um domingo assim. Isso não tem preço  

 

 

criado por picida_ribeiro    14:42 — Arquivado em: relacionamentos

22/5/09

TODA DIFERENÇA

 Selma, amiga blogueira que vive na Coréia, me mandou  a letra da musica DRÃO, que Gilberto Gil, fez quando separou se de Sandrão, a DRÃO.

Poesia delicada, que trata do final de um relacionamento com muita  sensibilidade, relevando rancores. Preservando os amores.

Excetuando detalhes que cada história tem, a essência é de um final de relacionamento.

Eu sempre adorei essa música e ela nem por um momento tinha vindo á minha mente, agora, nessa situação.

E rele-la, canta-la, fez toda diferença no rumo da história. Interromper cobranças, procurar culpados, preservar com carinho o amor que se viveu.

No meu blog, posso até vir a falar do Décio, pois foi parte importante de minha história, mas não expor a história da separação. Foi dito e acabou.

Dar o tempo necessário para continuar a amizade. Agora, com certeza não é a hora.

Agora é hora de cada um seguir sua escolha.

O resto, só o tempo…

 

                           DRÃO

 

Drão, o amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão

Tem que morrer pra germinar,plantar nalgum lugar.

Ressuscitar no chão nossa semeadura

Quem poderá fazer aquele amor morrer

Nossa caminhadura

Dura caminhada pela estrada escura.

 

Dão, não pense na separação, não despedace o coração

O verdadeiro amor é vão, estende se infinito

Imenso monólito, nossa arquitetura

Quem poderá fazer aquele amor morrer

Nossa caminhadura

Cama de tatame, pela vida afora

 

Drão, os meninos são todos são

Os pecados são todos meus

Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar

Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão

Quem poderá fazer aquele amor morrer

Se o amor é como um grão

Nasce, morre, trigo

Vive, morre, pão

criado por picida_ribeiro    20:16 — Arquivado em: relacionamentos

20/5/09

ESTADO CIVIL

 Para mim, o momento EXATO da separação, não é quando a gente ouve a sentença.

O momento EXATO, para mim, não é quando ele vai embora, tampouco, quando os papeis de divórcio são assinados.

Há casos, em que a separação é falada, as malas são feitas e ela não acontece.

Há casos, em que ela é falada, malas feitas, alguém sai de casa, ficam longe, mas não ficam separados. Um deles, talvez os dois, continuam mantendo algum tipo de ligação, nem sempre saudável , mas muitas vezes, a ligação se faz perpetua, não acontece.

Porque um deles, geralmente o “deixado” fica alimentado, dores, mágoas, ou amores, saudades. E pode deixar de viver sua vida, deixar cada dia, cada hora passar.

O tempo passar. O passar do tempo.

Eu fico atenta procurando o momento EXATO da separação.

Pra que eu possa sentir-me realmente separada.

Não quero esquecer minha história, meu casamento, os momentos bons.

Mas, não quero viver delas.

Apesar de amar o Décio, de viver bem com ele, sempre mantive minha individualidade.

Passeava, viajava, vivia muitas vezes sem ele.

Não me afastei de parentes, de amigos, do trabalho,

Não deixei minha vida de lado. À minha vida, somei a dele.

Nesses 20 dias de separação, ainda não sei o tal momento EXATO da separação, mas posso falar dos momentos em que percebi: não estou casada.

Acho que a primeira vez, foi quando, esqueci o portão aberto e meus TRES cachorros fugiram.

Fiquei um segundo parada. E agora???

Era o Décio que os “recapturava”. A Judy, a huski, muitas vezes, ele tinha que pegar coleira, carro (eu não dirijo) e ir atrás dela, sem contar que eu não tenho comando N-E-N-H-U-M sobre eles.

Chamei pela Judy, e para minha surpresa, ela atendeu, voltou, a Naomi, a filhote viralata, totalmente desnorteada, voltou e a Dani, Fox paulista, eu tive que ir atrás e trazer no colo.

Outro momento: a primeira compra no supermercado.

Nada leite, manteiga, iogurte, café, coador, Gatorade, barrinhas, aveia, queijos, bananas, mel.(Não gosto de nada disso)

Num carrinho pequeno, só enchi a parte de cima, e nem sei direito com o quê.

Ao chegar em casa, a lâmpada da cozinha estava queimada.

Uma das raras coisas, onde o homem faz muita falta: trocar lâmpada e abrir vidros de palmito.

Bem, de palmito eu não gosto, e a lâmpada, EU TROQUEI!!!

A máquina de lavar roupas quebrou, também foi um momento novo para mim. Na maioria das vezes o Décio mesmo consertava. Tive que chamar o técnico, e dessa vez ela teve que ir para o conserto.

Levar o lixo para fora também era serviço do homem… Aiii! E como´e chato…Saudades das lixeiras dos prédios em SP. Bem mais fácil.

O momento que vi a separação hoje, foi quanto referi a ele, como meu EX- MARIDO.

EX- MARIDO. EX- MARIDO. EX- MARIDO.

 

 

criado por picida_ribeiro    23:10 — Arquivado em: relacionamentos

16/5/09

BELEZA INTERIOR?

  Desde sempre fui fascinada pela beleza humana.Sempre observei, e admirei, a beleza, homem ou mulher, que tivessem nascidos bonitos.Muito antes de cirurgias plásticas, implantes de silicone, de cabelo, de dentes, lentes de contato de toda e qualquer cor.A beleza que a natureza deu. A beleza com que se nasce.

Desde sempre, aquelas crianças que já nasceram lindas, e vão melhorando, as que não nasceram tão belas assim , mas vão ficando.Eu sempre observando encantada.Nunca senti inveja. Sentia a mais sincera e profunda admiração.Tanto que sempre, tive o despreendimento de elogiar, cheia de verdade.Na minha infância, em Tabatinga, uma cidade muito pequena, um universo muito restrito, a primeira pessoa, cuja beleza natural chamou-me a atenção foi a Célia Giansante.

Ela era rica, bonita. Simpática, boa aluna. Os olhos verdes, cabelo castanhos claros, sorriso de dentes pequenos e brancos,e era alta!.Porte de Miss.!! Parecia a Priscila Fantin

Enquanto não ficamos a amigas, não sosseguei, e acabamos por ser muito amigas durante todo o primário e meu irmão, Neto foi seu primeiro namorado.Ainda em Tabatinga, já entrando na adolescência, eu estava com 14 anos, chegou a pequena Tabatinga, vinda de uma cidade maior, Araraquara, Márcia Factore.

Ela não tinha a beleza perfeita, mas tinha uma beleza com personalidade. Alta, pernas musculosas, porque adorava praticar esportes, sempre bronzeada, cabelos castanhos, quase dourados, imensos olhos azuis, mas nada daquele azul desbotado. Olhos grandes  azul cor de mar mesmo, quase verdes.Os dentes eram sutilmente para frente, e ela tinha uma cara assim ,meio Angelina Jolie.

Numa cidade pequena, quando vem alguém de fora, você quer se enturmar, e eu no meu fascínio pela beleza, logo quis ficar sua amiga. Assim aconteceu.

E aí eu pensei: “ela tão linda, combina com o rapaz que acho o mais bonito da cidade. José Negrini.Ela tinha 14 anos, ela já tinha 19, nessa fase a diferença de idade é significativa. E alem disso, ela namorava “firme” outra moça bonita, de sua idade, a Eunice Chechi.Mas falei dele para ela, criei expectativas.

Falei dela para ele, iguais expectativas. Resultados: Menos de um mês, ele terminou o namoro firme  com a namorada mais velha, e  começou o namoro com a Márcia que eu apresentei.Poucas pessoas ficaram sabendo que eu fui o Cupido dessa história. E Eles namoram alguns bons anos.

Ele também era um ícone de beleza para mim, naquele universo.Alto, todo sarado, esportista, fechava os olhos quando sorria, a CARA do Richard Gere.Quando vim para Ibitinga, aos 15 anos, a beleza da cidade era a Miss Ibitinga, que teve boa classificação num concurso Miss SP, e era linda mesma. Vera de Jorge.

Alta, magra, olhos claros, elegante, boca e sorriso largos.Nunca tive contato com ela, alem dessa admiração de vê-la ao longe, cada vez mais bonita.

Seu irmão Otavio, de Jorge tinha uma beleza de cinema. Em São Paulo, você encontra pessoas lindas, perfeitas,em todo lugar.Aprendi a ver a beleza mesmo nas pessoas mais simples, e não estou falando de beleza interior.

Hoje refiro me a beleza estética.Conheci modelos, manequins belíssimos.O mito da beleza foi ocupando menor importância na minha vida, outros valores sendo reconhecidos.

Mas, vamos assumir: Nascer bonito, mas bonito mesmo, Lindo, ajuda hemmm!!!

Ah! Eu trocaria a inteligência que eu tenho, nada de superdotada, dessas bem padrão, a sensibilidade acima da média, cultura e conhecimentos básicos, nada tão profundo assim, mas trocaria tudo, se tivesse a oportunidade de escolher entre ser burrinha ou bonita.

Queria ser uma ANTA, mas queria ser linda!.Trabalhando na área de moda, confesso que muitas vezes a beleza foi fator  decisivo para contratação de um funcionário.

Não sabia o serviço, o outro era mais competente? Não tem problema, eu ensino.

Era meio burro, tinha dificuldade em aprender? Não faz mal, Fulana cobre essa parte, ela sorri, desfila e vende. E ainda ganha mais.Essa é a verdade da vida. E isso foi tomando uma dimensão cada vez maior.Eu fui a típica criança sem graça nenhuma. Nem feia, nem linda de morrer.

Era dessas onde tudo era mais ou memos.Nada de destaque. Cabelos castanhos comuns, cacheados quando a moda era liso e não existia chapinha, nem escova progressiva…Olhos do mais comum castanho, nada de íris cor de mel…

E aos 18 anos, graus de miopia…Nada de cílios longos, espessos, Cilios padrão.

Queria acordar, balançar os cabelos feito comercial de shampoo, só passar os dedos e pronto. Nada do cabelo da Maggie do Bart Simpson.

Sem a cara inchada, marcada. Quem pôs essas olheiras aqui?

E não depile o buço para ver…

A hora do dia em que mais sentia falta de não ser bela, era pela manhã.

Em festas, no trabalho, sempre uma boa maquilagem dá um jeito, mas na hora que acorda, meu bem, é ou não é…

Até meus 18 anos era muito magra, pernas finas, peitos grandes, que eu odiava…

Em Tabatinga e Ibitinga nunca fui paquerada, nunca ninguém me namorou. Eu era um “DALHIT”.Meu primeiro namorado mesmo, foi um cara de SP que veio passear aqui, LIIINDOOO, Eduardo Sabaté Manubens, boa gente, apaixonou se por minha BELEZA INTERIOR!!Namoramos quase 2 anos, e ainda namorava com ele quando mudei me para SP.

Fui aprendendo a disfarçar os defeitos, valorizar o que poderia ser melhorado, trabalhando com moda, fui criando meu estilo, lançando moda no meu circulo social, ganhei peso de forma equilibrada.Dos 20 aos 30 anos fiquei bem na fita, embora seja baixinha: 1.60 mts

Um dia vi numa revista feminina as medidas da atriz Sonia Braga, a grande musa da época. Tudo coincidia, exceto os seios.Então, com 25 anos, eu fiz redução de mama. Fiquei me sentindo. Pesava exatos 50 kgs

Vaidosa, foi nessa fase que conheci o Décio. Meu rosto era comum, só o sorriso largo e constante, mas o corpinho estava 10..Aderi lentes de contato tempo integral, fiquei razoável.

Dos 30 aos 40 mantive peso 60/70 kgs com médicos, remédios, spas.Dos 40 em diante, a coisa ficou brava: já cheguei aos 100 kgs. E não venham com o politicamente correto: Com 100 kgs e 1,60mts ninguem é bonito. È mentiroso!!

Não tenho por hábito olhar me no espelho. Só de manhã quando escovo os dentes. Maquilagem, faço com o espelhinho da sombra, para não ver nada.

A única hora que fica fácil entender o fora que levei do Décio, é quando chego ao escritório para o trabalho.  A porta é dessas espelhadas, que de fora ninguém vê nada lá dentro, e quem está dentro vê tudo lá fora. OK.

Mas é um baita espelho.Vejo e penso: Onde está escrito que um homem que encantou, se apaixonou por alguém com 50 kgs, agora tem que amar e desejar uma mulher com declarados 90 ?

E não venha com a conversa politicamente correta, que o que conta é a BELEZA INTERIOR. E as pessoas ligam para isso? Homens ligam para isso?

Tem até uma piada grosseira, mas engraçada: sabe porque homem não se liga em beleza interior? Porque o p… é cego…E eu agora corro atrás do prejuízo, seguindo a dieta “PÉ NA BUNDA”.

 

E agora, do alto dos meus 53 anos, mais que a tal BELEZA INTERIOR, eu queria mesmo era a BELEZA ANTERIOR.Não era muita, mas já quebrava um galho!

 

 

 

criado por picida_ribeiro    19:15 — Arquivado em: relacionamentos

13/5/09

DO LUTO Á LUTA

Hoje completou uma semana que não vejo o Décio. Faz uma semana, que o casamento acabou.

O sétimo dia.

A tristeza e magóa continuam, claro, muita saudade, mas decreto o fim do LUTO e o começo da LUTA.
Não é nada fácil.
Ao acordar, olhos abertos e respiração fechada. Dor no coração, no peito, na alma.
Repito a frase: Ele não está aqui. Ele não quis ficar aqui.
Para escancarar para mim mesma a realidade.
Não houve crise, não se discutiu a relação, ele não propôs mudança, não pediu tempo, não deixou opção.
Não posso me esquecer disso. Não acredito em destino. Acredito em escolhas. Ele fez a dele.
As horas no trabalho passam rápidas e bem.
Quando volto para casa, o sufoco volta com força. Se eu não estivesse saindo de casa, fazendo as caminhadas, morreria.
Mas caminho, escrevo, leio, vejo tv.
Hoje vou sair á noite, com minha irmã, a Ana e minha tia Lúcia.
Vamos à uma choperia em Itápolis, que é bem legal.
È o que eu estou chamando de “missa de sétimo dia”!
Seguir a vida, fazer minhas escolhas, contar comigo, idéias e realizações
À partir de amanhã, depois da “missa”, aciono os contatos com amigos que eu estava evitando falar desde o ocorrido.
Contar para todo mundo, é um dos momentos mais infames da situação.
O cara vai embora, e na cidade do interior, quem fica tem que explicar o que aconteceu…
Explicar como, se nem eu entendi direito ainda…
Mas estou aí, estou no mundo, estou na vida, e sigo em frente, cada dia uma nova lição.
Quando falei da separação, mencionei frases de Chico Buarque, para ilustrar a situação.
Agora quero de forma bem intencional usar frases da Jovem Guarda, que fizeram parte de minha vida adolescente e ainda posso cantar.
Qual a ideal ???
·        “ Estou guardando o que há de bom em mim, para lhe dar quando você chegar” - Roberto Carlos
 
·        “ Não repare na desordem, dessa casa quando entrar, ela diz tudo que sinto, de tanto lhe esperar” –Roberto Carlos
 
·        “ Não, eu não consigo acreditar no que aconteceu, é um sonho meu, nada se acabou. Não. Eu não consigo viver sem você, volte, venha ver, tudo em mim mudou” - Márcio Greick
 
·         Eu não posso mais ficar aqui á esperar que um dia, de repente você volte para mim…Preciso acabar logo com isso, preciso lembrar que eu existo, eu existo…”   -    Roberto Carlos
 
·        Fico com alternativa D
criado por picida_ribeiro    17:40 — Arquivado em: relacionamentos
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